MEMÓRIA DO LESMA – FESTIVAL DE FOTOGRAFIA LENTA

O Lesma teve lugar em Lisboa, de 24 a 26 de setembro de 2021.

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Neste final de ano, trago a memória de dois eventos, em que estive presente, mas que na ocasião, por diversas razões, não houve oportunidade de publicar.

Assim, hoje, mostro algumas das atividades do LESMA – Festival de Fotografia Lenta, que teve lugar em Lisboa, na Padaria do Povo, de 24 a 26 de setembro de 2021.

Na ocasião publiquei a Agenda, aqui.

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Tive oportunidade de visitar a Lesma e de participar nalgumas atividades. Dois dias e meio cheios de atividades e reflexões em torno da fotografia “lenta”: feita com luz, regra geral sobre superfícies sensíveis ou sensibilizadas, com tempos de exposição, nalguns casos de algumas horas, revelação, fixação (nalguns processos), com fotografia ‘instantânea’, mas também com tecnologias digitais, como fotografia com scanner (com Guilherme Maranhão). Diversas apresentações de projetos e debates foram tempo de partilha de ideias e opiniões, de reflexão.

Não consegui estar presente durante todo o evento, mas trago agora aqui um testemunho, naturalmente reduzido pela dimensão da publicação, do muito que se viveu.

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No site da Lesma, lemos:

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Programado como um evento pontual, a LESMA apresentou-se em 2021 com a realização de um Festival de Fotografia Lenta, criando durante três dias uma zona autónoma, temporária, promovendo a mostra e a partilha de saberes e fazeres no espaço centenário da Cooperativa A Padaria do Povo, em Lisboa.

Entre os dias 24 e 26 de Setembro, a LESMA apresentou um conjunto de obras (exposições, instalações e site specific works), uma feira, um ciclo de conversas, bem como um conjunto de oficinas e demonstrações disponibilizadas ao grande público de forma gratuita. O programa detalhado da LESMA pode ser revisitado aqui.

A LESMA foi criada pelas experimentalistas Sofia Silva e Paula Lourenço, com o apoio da libelinha Andreia Páscoa e contando com a colaboração de André Costa (Padaria do Povo), José Soudo (responsável pela coordenação do Ciclo de Conversas) e Lucca Tancredi (na altura estagiário na Tira-Olhos). A equipa integrou uma série de experimentalistas, que desde o início ajudaram a moldar o evento, tendo carta branca para desenvolver as suas actividades e criações. São eles: Imagerie (Magda e Domingos), Five Historic Photography Studio (Vera e Filipe), Silverbox (Rute e Filipe), Mário Rainha Campos, Guilherme Maranhão, Luís Pavão, Alexandre de Magalhães, Miguel Duarte, Susana Paiva, João Paulo Barrinha, João Sebastian, António Rebolo, Ivan Silva, Rui Luís, Ana Marta, Emanuel Cipriano, Inês Catarino, Inês Beja e Nilden Aksoy. A Lesma agradece ainda a colaboração da Laura Palma e da Liliana Cristovão, que ajudaram a tornar a Lesma possível.

A LESMA contou com o apoio da Direção Geral das Artes, bem como da Cooperativa A Padaria do Povo, do Colectivo Tripé (Pedro Caldeira) e da Associação Oficina do Cego (Inês Cóias, Hugo Henriques e João Sebastian).

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Entramos na Padaria do Povo,

Logo à entrada, a exposição “Indumentária”, de Miguel Duarte:

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Na escada que conduz ao piso superior (utilizada para descer, pois a pandemia obriga a circulações limitadas), encontram-se diversas provas em antotipias, com diferentes produtos, de onde a variedade de cores, realizadas por António Rebolo, com diferentes produtos, formando a exposição “Scott, papel a rolo”:

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António Bracons, António Rebolo, “Scott, papel a rolo”, Victor Flores e António Rebolo, 2021

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Seguindo pelo corredor, diversos cartazes dos 200 impressos em serigrafia, todos diferentes nos motivos e cores selecionadas, e a Lesma prossegue no piso superior.

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A sala da biblioteca acolhe diversos trabalhos de fotografia a cores produzidos pelo processo de Lippmann (Lippmann photography), por Filipe Alves, uma das poucas pessoas em todo o mundo a fazê-lo:

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António Bracons, Filipe Alves, Lippmann photography, 2021

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O espaço de feira: livros e provas fotográficas, não podia deixar de estar presente, estando na Sala Bento de Jesus Caraça representadas diversas editoras independentes e autores, como a Tira-Olhos, Atelier Pop-Up, The Walking Camera Project/João Barrinha, Atelier Silverbox, Imagerie – Casa das Imagens, Ana Marta Caldeira, Tipografia do Papeleiro Doido ou a Ideias no Escuro.

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Ainda as instalações de Ivan Silva, “Premente Permanência”:

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e de Paula Lourenço e Mário Rainha Santos, “A Câmara Viva que põe direito um Mundo ao Contrário”, uma câmara escura em que é possível ver projetado um aspeto do exterior.

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O ‘Pátio dos Experimentalismos’ foi espaço de encontros,

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E onde tiveram lugar diversos workshops, como por exemplo: Fotografia instantânea, com Susana Paiva;

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Fabrico artesanal de papel, com a Tipografia do Papeleiro Doido;

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Retratos ‘à là minute’, com The Walking Camera Project / João Barrinha.

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O laboratório manteve-se ativo, com diversas oficinas.

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A Sala dos Fornos acolheu também diversas atividades, como a Oficina “Tempo e Imagem”, por Luís Pavão:

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ou conversas, como “Tempos Sociais incorporados na fotografia”, com Adriano Miranda, João Mariano e Pauliana Valente Pimentel, moderado por José Soudo e Bruno Santos (a fechar o dia):

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Nas palavras de José Soudo:

Foram 3 dias de festa e celebração da Fotografia e da sua Cultura.

Foram 3 dias de encanto.

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Fica assim uma passagem breve pelo LESMA 2021!

Parabéns aos organizadores e a todos os que possibilitaram este evento!

Aguardemos que 2022 traga mais um LESMA!

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Todas as fotografias são de António Bracons.

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Pode saber mais do que foi a Lesma, aqui.

Atualizado em 30.12.2021.

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