PAULIANA VALENTE PIMENTEL, QUEL PEDRA, ESPAÇO NOVO BANCO, 2016

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O NOVO BANCO, denominação que tomou o antigo Banco Espírito Santo, é detentor de uma importante Coleção de Fotografia Contemporânea, nacional e internacional, a qual é já considerada uma das oitenta melhores coleções corporativas de fotografia em todo o mundo, segundo Alexandra Conde, responsável pela Coleção.

Sendo uma coleção corporativa, a mesma encontra-se aberta ao público, sendo possível, em certas condições, visitar o magnífico acervo.

Assim, no âmbito da sua política cultural, e não se encontrando atualmente a efetuar aquisições, o NOVO BANCO iniciou, paralelamente às exposições da sua coleção, um conjunto de exposições paralelas, no piso inferior da sua galeria, no Espaço NOVO BANCO, na Praça Marquês de Pombal, 3, em Lisboa.

Estas exposições pretendem apresentar o trabalho atual de diversos autores portugueses, que se encontram representados na Coleção: inicialmente peças contemporâneas (final dos anos 1990 e primeira década do séc. XXI), tendo adquirido posteriormente obras mais antigas, procurando ter o percurso do Autor.

Assim, a exposição apresenta, paralelamente ao trabalho atual, na inauguração e na finissage e por marcação, a possibilidade de ver outras obras do autor que integram o acervo.

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António Bracons, Pauliana Valente Pimentel junto a duas fotografias do projeto “Youth of Athenas”, acervo Coleção de Fotografia Contemporânea NOVO BANCO, Lisboa, 2016

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A primeira destas exposições teve lugar de 28 de outubro a 23 de novembro de 2016, apresentando o projeto “Quel Pedra”, de Pauliana Valente Pimentel, projeto que apresentou para o Prémio NOVO BANCO Photo, que esteve exposto na Fundação Berardo de 18 de maio a 12 de outubro de 2016 (ver aqui), exposição que foi acompanhada de um catálogo (ver aqui).

O projeto “Quel Pedra” levou Pauliana Valente Pimentel ao Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde, em 2014 e novamente em 2016.

Sobre ele, diz Pauliana:

Existe um mito no Mindelo, na ilha de São Vicente, que diz que quem se sentar numa determinada pedra, no bairro de Font Flip, se torna gay. Foi neste bairro que conheci a Steffy e sete dos seus amigos: Edinha, Gi, Elton, Sindji, Susy, Henio e Jason. Estes rapazes, com idades compreendidas entre os dezassete e os vinte e cinco anos, são transgénero, no sentido em que gostam de usar roupas femininas, maquilhagem, e de serem chamados por nomes de mulher. Deparando-me com esta realidade tão particular em Cabo Verde, e com o significado desta pedra, resolvi intitular este trabalho de Quel Pedra, que é o crioulo para «Aquela Pedra». (…) A ideia deste trabalho é confrontar o espectador com os seus preconceitos, desafiando as convenções e normas sobre a identidade do ser humano. A Simone de Beauvoir disse «Ninguém nasce mulher, torna-se mulher». Talvez este trabalho tenha como intuito o desvendar do que significa ser mulher nos dias de hoje.”

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António Bracons, Aspetos da exposição “Quel Pedra” de Pauliana Valente Pimentel, Espaço NOVO BANCO, 2016

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Pode ver mais sobre o trabalho de Pauliana Valente Pimentel aqui e sobre o Espaço NOVO BANCO aqui.

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