ALEXANDRE SAMPAIO E RICARDO RAMINHOS, SPECIS PLANTARUM. EXPEDIÇÃO QUINTA DA CRUZ, 2021

Livro e exposição, na Quinta da Cruz – Centro de Arte Contemporânea de Viseu, de 5 de dezembro de 2021 a 20 de fevereiro de 2022.

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Alexandre Sampaio e Ricardo Raminhos

Specis Plantarum. Expedição Quinta da Cruz

Fotografia e texto: Alexandre Sampaio e Ricardo Raminhos / Design gráfico: Casa de Vilar – Associação Cultural e Artística

Kairos editora / Novembro . 2021

Português / 15,6 x 23,3 cm / 34 págs.

Leporelo (harmónio) / Capa em MDF 4mm, título com carimbo manual / 100 ex.

ISBN: 9789893324844

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Este livro é uma peça especial, extremamente cuidado na sua concepção e realização. Um harmónio entre duas placas de MDF, o aspeto da madeira, uma rigidez, como um herbário, que quer conservar as plantas. A identificação da obra no rosto, através de um carimbo aposto manualmente torna cada exemplar único. Um fio ata com um pequeno laço, mantendo fechado ‘o herbário’ e conservando assim as suas espécies.

É preciso retirar o fio para o abrir. Este desafio de querer ver.

As fotografias sucedem-se, entre o preto e branco e a cor, elaboradas, cuidadas. Em cada fólio (que o leporelo permite, se vir como um livro ‘normal’), as espécies estão identificadas com o nome científico e paralelamente, o nome comum.

As fotografias, sobre o papel mate, têm uma impressão de verniz, que lhes dá uma luz, um destaque, um brilho especial.

Alexandre Sampaio e Ricardo Raminhos constroem um herbário fotográfico, levam-nos a caminhar pela Quinta da Cruz, em Viseu, em cuja galeria expõe o trabalho. Um caminhar que vê para além do lugar, um olhar emocional, de memórias, de sentidos.

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Escrevem os autores:

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A construção de herbários remonta ao séc. XVI, com a função de recolha, identificação, catalogação e conservação de plantas. A sua manutenção e ampliação é ainda hoje importante, sobretudo face ao aumento das espécies vegetais ameaçadas a nível mundial. Como resposta à valorização e preservação da identidade e do território geográfico onde o museu se insere, e numa perspetiva de sensibilização para a preservação do património natural, a Quinta da Cruz – Centro de Arte Contemporânea, desafiou Alexandre Sampaio e Ricardo Raminhos, para a realização de uma proposta que interligasse dois universos – botânica e fotografia.

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Ao longo do ano de 2020 e 2021, os autores, procuraram reinterpretar o conceito do herbário, dedicado em exclusivo às espécies arbóreas dos jardins da Quinta da Cruz, valorizando o seu potencial imagético e as suas histórias de matéria física e etérea. Esta criação fotográfica centrada em composições de fotograma e fotografia noturna, é o resultado de um conjunto de ateliês de botânica e técnica fotográfica, bem como a criação de um dispositivo pedagógico, “De Pernas para o Ar”, preparado para dar resposta ao Serviço Educativo do museu, proporcionando uma interação com os princípios da fotografia pela recreação de uma câmara obscura gigante que permitisse a experiência de entrar no seu interior, bem como do manuseamento e exploração individual de câmaras com lentes e espelhos.

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Alexandre Sampaio e Ricardo Raminhos, Specis Plantarum. expedição Quinta da Cruz, 2021

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“Specis Plantarum, expedição Quinta da Cruz”, de Alexandre Sampaio e Ricardo Raminhos, está em exposição na Quinta da Cruz – Centro de Arte Contemporânea de Viseu, de 5 de dezembro de 2021 a 20 de fevereiro de 2022.

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Alexandre Sampaio e Ricardo Raminhos, Aspetos da exposição, 2021

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Alexandre Sampaio é um artista freelancer em artes visuais e performativas, representado pela CASA DE VILAR – Associação Cultural e Artística. Trabalha desde 2000 como encenador e performer, colaborando com várias estruturas artísticas e sendo responsável por iniciativas em arte comunitária (de que são exemplo, SENALONGA, 2013, com a comunidade de Seia, O CÉU DE SACADURA, 2019, com a comunidade de Celorico da Beira, em fotografia, LEVANTE, 2015, com a comunidade de Amares, MAR e HERÓIS DO MAR, 2017-2021, com a comunidade de Ílhavo). Dirigiu inúmeros espetáculos de teatro, destacando-se a sua produção OS BRINCOS À RONALDO E OUTRAS HISTÓRIAS, 2013-2019, que se apresentou em cerca de 30 municípios, e, mais recentemente, PAS DE DEUX, 2018, com o Teatro Experimental do Nordeste. Criativo multidisciplinar, tem-se dedicado também a projetos autorais na área de poesia e fotografia. Expôs individual e coletivamente em diversas galerias do país, e integrou vários festivais e eventos (Capital Europeia da Cultura e Festival Noc Noc, em Guimarães, Jardins Efémeros, em Viseu, Entre Margens, na Régua, Porto e Lisboa, várias edições do Festival Mexe, no Porto, Festival Encontrar-te, em Amares, etc.). Coordenou MULHERES DE SABUGÁRIA, 2017, de onde resultou uma obra fotográfica e de recolha etnosocial, bem como editou SOBRE AS ÁGUAS, 2015, em poesia, e, em coedição, CARTAS DE AMOR, 2010, em prosa e teatro. Com JARDIM DAS HESPÉRIDES, 2017, inicia o estudo e apresentação de obras solarigráficas, que desenvolve em CHE BELLA COSA NA JURNATA ‘E SOLE, 2019, bolsa Criar (Viseu Cultura), e SOLE MIO, 2021/2022, bolsa do Governo Regional dos Açores, em implementação nas ilhas de Santa Maria e Corvo. Editou ainda em 2021, SENNA, QUINZE ANOS DE TEATRO COM A COMUNIDADE SENENSE e SPECIES PLANTARUM, EXPEDIÇÃO QUINTA DA CRUZ, em coautoria com Ricardo Raminhos.

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Ricardo Raminhos é um artista visual freelancer, representado pela CASA DE VILAR – Associação Cultural e Artística. Iniciou o seu percurso em 1998 como realizador em diversos programas de televisão e cinema documental. Em fotografia, tem publicados diversos livros como autor e colaborador, nomeadamente, nas obras “Entre Margens – Em busca de uma nova cartografia de imagens para o Douro” (colaborador), “Casa da Presegueda” (autor) editado pela Fundação Museu do Douro, “Species Plantarum – expedição Quinta da Cruz” (co-autor) e “Senna em Palco – quinze anos de teatro com a comunidade senense”, de Alexandre Sampaio (colaborador). Está representado na coleção do Museu do Douro com os trabalhos “Entre…” e “Casa da Presegueda” e em coleções privadas. Participou, em 2017, na Residência Artística ResArt – Marvão, e, em 2019, na Residência Artística do Centro de Estudos de Arte Contemporânea, em Vila Nova da Barquinha. Para o Festival de Arte Contemporânea de Amares recebe a encomenda para a criação do projeto “Jardim das Hespérides”, criado em parceria com Alexandre Sampaio. A exposição/instalação esteve patente em Amares e na Galeria do Sol, no Porto. Tem exposto individual e coletivamente em diversas galerias. Em teatro, colabora com o Teatro Experimental do Nordeste – TEN – nas áreas da vídeo-instalação e fotografia. Atualmente, divide o seu tempo entre o trabalho artístico e o ensino da fotografia e cinema/vídeo.

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Pode conhecer outros projetos de Alexandre Sampaio no FF, aqui.

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Cortesia dos Autores.

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