FERNANDO PENIM REDONDO, RETRO VISÃO, 2021

Exposição no Arquivo Municipal de Loures, Rua de Cesário Verde, de 23.07 a 31.03.2022.

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Fernando Penim Redondo

Retro Visão. Um regresso às máquinas e aos rolos fotográficos do séc. XX

Fotografia: Fernando Penim Redondo / Texto: Fernando Penim Redondo, Carlos Almeida, Amélia Teodoro, Filomena Cunha

Loures: Câmara Municipal de Loures / Julho . 2021

Português / 21,1 x 29,7 cm / 64 pp, não numeradas

Brochura

ISBN: nd 

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Muito mais que um gosto! Um amor, uma paixão, uma mania, um vício, e que sempre se vai inflamando mais.”

José Régio

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O mágico é uma propriedade do olhar e não da imagem ou dos objectos.”

J. R. Lopes

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Este livro é o catálogo da exposição homónima, patente no Arquivo Municipal de Loures, na Rua de Cesário Verde, em Loures de 23 de julho a 30 de dezembro de 2021 (inicialmente) e prolongada até 31.03.2022.

A exposição é constituída por dois núcleos, que se interligam de modo feliz na apresentação. Um, central, o das câmaras fotográficas da coleção de Penim Redondo, acompanhado, claro, de uma fotografia realizada com a respetiva câmara. A sua coleção de mais de 550 câmaras, iniciada em 2012 é uma coleção especial: Penim Redondo não se satisfaz apenas com a câmara fotográfica; estuda-a, conhece a sua história e, mais que experimentá-la, fotografa com ela.

Diversas saídas são planeadas para fotografar com as ‘novas’ câmaras, com filmes antigos (ou que adapta) e com resultados tantas vezes surpreendentes! É assim que as suas câmaras fazem sentido: fotografando. E mostra a fotografia feita com a câmara com a imagem da câmara e, em tantos casos, podemos ver a respetiva câmara numa das vitrines.

O outro núcleo passa pela fotografia que Fernando Penim Redondo faz desde 1968, quando na Guiné, cumprindo o serviço militar, comprou uma Asahi Pentax Spotmatic – que podemos ver nesta exposição, simbolicamente colocada numa gaiola, pendurada do teto, olha (quase toda) a exposição. Depois da Guiné, as viagens passaram a ser a grande oportunidade e pretexto para fotografar. Temos assim um conjunto de imagens – em maior e menor dimensão das suas viagens, em mais de quatro décadas, um pouco por todo o mundo. Em cada série de imagens, um conjunto de linhas de cor leva cada imagem à sua origem, num mapa mundo implantado no chão: também nós podemos calcorrear (visual e literalmente) os vários países.

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Carlos Almeida, regista, sobre Fernando Penim Redondo:

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EMBRÓGLIO

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(…) Entre muitas facetas dele, sei que coleciona coisas.

E fiz uma busca. Apareceram-me várias teorias sobre o colecionismo e gostei desta: “O ato de colecionar é tido por muitos como um hobby – uma actividade prazeirosa que ajuda a passar o tempo. No entanto, há casos em que a pessoa passa a acumular itens de forma exagerada, o que pode indicar um grave problema: o coleccionismo compulsivo.”

É verdade, eu acho que Fernando é um coleccionador compulsivo. Não sei se no caso dele é grave, mas é um colecionador compulsivo.

Ele coleciona livros, álbuns de música, provavelmente também colecciona selos, viagens à volta do mundo, máquinas fotográficas, muitas máquinas fotográficas que percorrem todo o século XX, coleciona rolos fotográficos, coleciona imagens / fotografias tiradas com a Pentax e com todas as máquinas da sua vastíssima coleção, que de tão belas que são só apetece bater-lhe.

E coleciona amigos! Colecciona amigos de longa data!

Fascina-me a sua colecção de máquinas fotográficas. Muitas delas são autênticas peças de arte. Muitas delas têm soluções avançadíssimas para a sua época. Algumas são autênticas peças de relojoaria.

Mas o que eu admiro mesmo é a sua coleção de amigos. (…)

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Ainda sobre o autor, diz Amélia Teodoro:

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(…) De repente vi-me a viajar por uma Africa que não conhecia, mas que ouvira falar por muitos, onde a guerra era mote de conversa, assim como a independência. E o Fernando ofereceu-me uma outra África, poética, esteticamente calma e magistralmente elegante em paisagens. Cada rosto e corpo transportava uma história de um mundo distante, pelo menos para mim, mas que me encantava.

Ouvi como uma criança ouve as histórias ao deitar, o Fernando descrever cada momento captado pela sua máquina. Fiquei deliciada a imaginar o privilégio deste aventureiro que percorria aquelas terras sem radares, na sua essência natural em busca do espanto.

Uma Retro Visão que me ficou do Fernando, pois um homem também é o que capta com os seus olhos, o que reproduz com a sua máquina e o que leva pela vida.

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Filomena Cunha escreve um excelente ensaio, sobre o espírito e o sentido de coleção / colecionar / colecionador:

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O SINTOMA DA COLEÇÃO – A SUPERAÇÃO DO OBJETO

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Ao facto de colecionar – ordenar conhecimento e razão, agregar, juntar, dispor, civilizar, (movimento do individual para o social e vive-versa) – está inerente uma relação que só se exerce na sua vertente triangular (para além da implícita materialidade, exerce sobretudo a projeção da afetividade) entre: o colecionador, o objeto e a colecção.

Colecionar é mais do que uma fuga à finitude e à degeneração, é uma forma de representação, construção e classificação de representações coletivas. Juntar coisas e dar-lhe sentidos, compartilhados e relacionais, implica a necessidade de classificar e repetir certos objetos para garantir o sentido de permanência, a fim de preservar e guardar a memória.

Colecionar é propor uma ordem, uma exteriorização do eu, uma autoexposição, é o início de um caso amoroso, com misteriosas emoções do mundo interior, incluindo a dependência do ser humano e da materialidade, incondicionalmente dependente do binómio: ser e ter.

Colecionar é selecionar emocionalmente os objetos pelo valor subjetivo que se lhe atribui – o colecionador é um fazedor de significados, e as coleções são transmissores de mensagens passíveis de descodificar, de natureza essencialmente psicológica que dão corpo a diversas motivações.

(…)

Obsessão no comportamento do colecionador — espaço expansivo de transferência, do prazer e da relação do individuo com o(s) objeto(s) e com os outros. A relação com os objetos é íntima, mas o colecionador não resiste a exibir, a mostrar aos outros.

Apaixonados pela coleção, amor, posse, controlo, para o colecionador (fetichista) é real e premente a necessidade de colecionar cada vez mais objetos do mesmo género. Obsessão, impulso, insaciabilidade de aquisição. Amor ao troféu, prazer na caça do objeto, ato intimista e predatório (ativando agressão e líbido).

Para alguns especialistas, o erotismo associado ao colecionismo – aspecto sensitivo do prazer material e sensorial, e emotivo do objeto, proporciona uma compensação / satisfação pela posse do objeto, posse do lugar e de um espaço no mundo.

(…)

O objeto (que no seu radical representa uma ausência) permanece face à experiência de morte e degeneração. O objeto imagem ou projeção de si, permanece em lugar seguro na coleção numa tentativa de escape à destruição do tempo. É um modo de restaurar, prolongar a vida, pondo-o a salvo da erosão material.

O objeto, ao ser colecionável, retira-se do ciclo quotidiano, utilitário, e conquista o estatuto de objeto de coleção, num sentido de exteriorizar a sua existência, a permanência dos objetos ligam-se aos sentimentos reguladores e produtores de emoções de conforto, coerência, ordem e satisfação.

O objeto desloca-se do seu contexto e eleva-se ao contexto pessoal dos significados e novos significantes. A permanência e a repetição contribuem para a dimensão da abstração que a coleção é elevada. A permanência e constância da relação objeto / pessoa adquire um sentido de relação de conforto.

O objeto e a sua imagem produzem, evocam, representam a duplicidade e o paradoxo da presença e da ausência que está subjacente à coleção, indiciado na propriedade (e necessidade de visualização e presença) e na sua contínua incompletude.

(…)

O objeto como matéria possível nunca seria “A Coisa” (fora do significado, como inconsciente — não dizível) que se situa para além de objetos particulares possíveis.

A coleção de objetos está na esfera da sublimação, no campo da pulsão e nunca da “coisa” (que barraria o sujeito e não permitiria a continuação do seu caminho). Para continuar a ter prazer é imprescindível sublimar, contornar, manter sempre o mais um da falta, senão acaba a coleção=acaba a permissão da pulsão.

(…)

O objeto de desejo depende do sujeito e que se transfere para o(s) objeto(s). Há uma exibição, exposição, de jogo revelação/ocultação; pudor/exibição — em que o que se mostra será sempre uma mediação velada através da opacidade/transparência do objeto. O sujeito esconde-se na imanência do objeto de desejo do sujeito (fantasia parcial – que permite continuar a cadeia de significante), revelando-se no olhar do espectador.

A atenção dada pelo colecionador à sua relação com os objetos, o poder de tocar, o prazer de os possuir – atitude do colecionador fetichista em que o colecionismo funciona como mecanismo de compensação, de substituição ou equivalência diretamente ligada à perceção dos objetos como objetos amorosos; estes, a sua aquisição e manutenção funcionam para o colecionador como um escape, uma terapia, como meio de libertação de tensões, uma superação ou substituição, uma transferência de prazer para um objeto seguro, manipulável, preso.

As motivações do colecionador espelham-se na coleção – um meio de comunicação extensivo pela difusão da imagem, um meio de construir relações consigo e com o mundo. Os objetos são extensões do eu e confirmadores de uma identidade construída, pela qual se quer ser visto.

Se para Baudrillard os colecionadores colecionam-se a si próprios, encarando o colecionismo como terapia para alívio de tensões; a coleção será a narrativa dessa luta travada entre o eu insatisfeito e a procura de um mundo ordenado, na tentativa de uma ilusão de completude e perfeição.

Bourdieu identifica o ato de colecionar como uma forma de expressão, “da distinção individual” do colecionador. Somos a extensão do que colecionamos, uma extensão materializável do nosso íntimo – dizemos o que somos através do que temos. Esta ligação é tão forte e projeta de forma definitiva o colecionador na sua autodefinição e projeção para a sua relação com a sociedade e com a cultura material.

O colecionador confere identidade aos objetos, eleva-os para os seus palcos e estes devolvem-lhe uma identidade, sendo as coleções não só um reflexo, “mas como condicionadores de reflexo”. A coleção pode ser uma forma de recriar o eu (entre o que a pessoa é e o que os objetos vão dizer sobre ele) – os objetos expressam o que gostaríamos que eles dissessem de nós, mas irão além que não conseguimos imaginar. Nesta exposição inevitável (da coleção e do eu colecionador) há o risco mais forte que Baekeland aponta como o exibicionismo narcisista.

O colecionador constrói o seu espelho, a coleção, e a imagem de partilha devolvida e projetada para os outros não é nem soma nem reflexo fiel, mas sim uma multiplicação de final aberto. A coleção é ela em si mesmo uma relação exige tempo, dedicação, espaço físico e não físico; nesta relação colecionador-coleção – vertente emocional, memória, mais que soma das partes, a subjetividade e a relação intima sistemática aproximam-se ao perfil da experiência de cariz amoroso.

Ao entrar na coleção, o objeto eleva o seu estatuto para além do perecível, localizável e imaginário. O patamar de localização, apesar de íntimo, aspira à sua ascensão, ao eterno, à ponte com o sagrado.

A presença materializada do sagrado confere um sentimento de segurança e conquista da eternidade. A segurança material sugerida pelo objeto confere a sensação de um mundo ordenado, equilibrado, em que o colecionador tem o poder e o controle sobre o caos.

O poder dos objetos molda a identidade e a vida de quem os coleciona que, por sua vez, lhes devolve uma identidade carregada de novas emoções e que os transforma.

(…)

Há uma ampliação e transformação do eu, e do eu relacional expandido através da coleção, proporcionando novas descobertas relacionais (sem fuga ao conflito) consigo, com a sociedade e com a cultura material.

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Fernando Penim Redondo, Retro Visão, 2021

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A coleção de Fernando Penim Redondo abarca o século XX. Complementa o catálogo com uma descrição sumária das caraterísticas das câmaras fotográficas em 3 períodos: 1900 – 1929, 1930 – 1959 e 1960 – 1999. Dada a síntese e o interesse, transcrevo com a permissão do autor:

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1900 > 1929

FOLES E CAIXOTES

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Até ao fim dos anos 1920, quase todas as máquinas fotográficas pertenciam a um de dois tipos característicos:

> Extensíveis com fole

> “Caixotes” de madeira e metal

Qualquer deles prosseguiu a sua carreira até meados do século XX, apesar de todas as modas que o tempo trouxe consigo.

As máquinas de fole apostavam na facilidade de transporte. Usavam no nome expressões como “pocket” mesmo quando fechadas, ainda eram grandes. Os “caixotes” jogavam na solidez e na simplicidade do uso.

Na luta incessante em prol da banalização e massificação, a comodidade dos utilizadores desempenhava um papel crucial.

Os rolos de filme, que surgiram ainda antes do virar do século, permitiam várias fotos com um só carregamento.

A Kodak, já desaparecida, foi neste processo um agente importantíssimo.

Não só inventava soluções, como também comprava boas ideias aos inventores que tinham sido atraídos pela nova tecnologia, emergente do registo de imagens. Ao longo de cem anos, a Kodak produziu um número e variedade imensos de câmaras e tipos de filme.

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1930 > 1959

TELÉMETROS & DESIGN

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O processo de focagem, crítico para garantir a nitidez das fotografias, consiste em colocar a lente a uma determinada distância da película, de acordo com a distância da película, do plano focal, ao objeto.

Dependeu, durante muito tempo, de medições e cálculos nem sempre fáceis ou práticos.

Embora tivesse havido tentativas anteriores para solucionar o problema, foi a partir dos anos trinta do século XX que se tornou comum a inclusão de telémetros nas câmaras fotográficas, o que veio tornar intuitiva a operação da focagem.

Mas também no plano estético houve uma enorme revolução pelo recurso a materiais, como a baquelite, e pela popularidade do movimento Arte Deco.

As câmaras fotográficas, que eram quase sempre objetos escuros e de formas simples padronizadas, converteram-se em adereços de moda através da plasticidade dos materiais e da beleza dos motivos decorativos.

Designers como Walter Dorwin Teague, Raymond Loewy, Arthur Crapsey, etc. tornaram-se famosos pelas suas realizações no universo das câmaras fotográficas, que alcançaram durante este período a sua maior diversidade, charme e espetacularidade.

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1960 > 1999

A INVASÃO JAPONESA

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Na década 1960 consumou-se o sucesso das câmaras japonesas, em detrimento da superioridade técnica da indústria alemã.

Mais modernas, mais funcionais e mais baratas, as Nikon, Canon, Pentax, Olympus e Minolta tinham chegado para se instalar no mercado.

A sua maior força estava nas SLRs de 35 mm, mas não desdenhavam imitar as boas marcas do médio formato, com as suas Yashicas e Mamiyas.

A grande Zeiss, associada com a Voigtlander, lançou a Icarex nessa luta desigual, mas o seu destino estava traçado. A Alemanha só manteve alguns nichos com a Leica e a Rollei.

Os avanços tecnológicos do fim do século XX foram criando câmaras cada vez mais práticas e pequenas.

Carregamento e avanço automático da película, focagem automática e determinação automática dos parâmetros da exposição, deram origem às point & shoot – apontar e disparar era tudo o que se pedia aos milhões que todos os anos engrossavam as multidões de turistas-fotógrafos.

Esta massificação preparou o terreno para o salto seguinte, a revolução digital. Mas à medida que o século XX se vai esfumando, regressa o interesse pelas velhas máquinas e filmes enquanto forma de resistência cultural.

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António Bracons, Aspetos da exposição, 2021

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Fernando Penim Redondo Nasceu em Lisboa, em maio de 1945. Aos 13 anos falhou os seus objetivos escolares e, como castigo, passou o verão a trabalhar ao balcão de uma loja de fotografia na Baixa de Lisboa, onde descobriu que “fazer fotos” podia ser uma coisa muito divertida.

Em 1967 foi incorporado na Armada e enviado como tenente fuzileiro para a Guiné, até 1970. Lá comprou a sua primeira máquina “a sério” e começou também a usar em casa um pequeno laboratório fotográfico.

Já em Lisboa, publicou reportagens fotográficas na imprensa: Furadouro, no Diário de Lisboa, e A primavera de Moscovo, em O Jornal, 1988.

O livro Camera Craft — Black & White, da editora AVA Publishing SA, incluiu trabalhos seus em 2005.

Em 2010 foi-lhe atribuído o primeiro prémio no concurso promovido pelo banco Montepio Geral, sob o tema Pobreza e Exclusão Social, com uma fotografia feita em Katmandu.

Em anos recentes, participou durante um ano no workshop Kmaster, da Kameraphoto, do qual resultou a série Hibernação, exposta no Braço de Prata em 2011.

Em 2012 foi selecionado para participar na Exposição Central do KAUNAS Photo Festival, na Lituânia, com fotografias recolhidas na China em 2006 e 2009. Em 2014 expôs uma série dedicada a Petra (Jordânia) na Het Stroomhuis, em Amesterdão.

Frequentou diversos cursos de Estética, História da Arte e História da Fotografia no Ar.Co.

Participou também no workshop Narrativas 2019 do MEF — Movimento Expressão Fotográfica, do qual resultou a série Morrer na Praia, exposta em 2020.

Ao longo da vida fotografou em locais como: Guiné, EUA, Rússia, Cazaquistão, Sibéria, Marrocos, Cuba, China, índia, Egipto, Nepal, Peru e Patagónia, etc., o que lhe permitiu constituir um banco de imagens com centenas de milhares de originais.

Desde 2006, realizou mais de quarenta exposições, quer de fotografias quer de câmaras, em Portugal, na Holanda, na Lituânia e no Brasil.

A maior parte das exposições teve lugar em museus, centros culturais e bibliotecas municipais, mas também ao ar livre, como a mostra permanente Expo Mocho, em Sacavém.

Tornou-se, entretanto, colecionador de câmaras fotográficas antigas e, nessa qualidade, desde 2012, tem realizado o projeto Flashback, que consiste em fotografar o seu habitat com 500 câmaras fotográficas de rolo de filme, fabricadas ao longo de todo o século XX.

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Pode conhecer mais sobre Fernando Penim Redondo no FF, aqui.

Pode conhecer melhor a coleção de câmaras fotográficas de Fernando Penim Redondo nos seus blogues: CAMERAMINE – as câmaras com as suas características em tag; CAMERALIKE – uma publicação por cada máquina efectivamente usada: câmara e fotografia; um álbum Google: CAMERAMANIA – com todas as câmaras usadas por ordem inversa da cronologia.

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