TUDO O QUE EU QUERO. ARTISTAS PORTUGUESAS DE 1900 A 2020

Obras de: Ângela Ferreira, Gabriela Albergaria, Ana Vidigal, Maria Lamas, Patrícia Almeida e Helena Almeida et al.

Exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, de 2 de junho a 23 de agosto de 2021.

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“Tudo o que eu quero. Artistas Portuguesas de 1900 a 2020” apresenta “duas centenas de obras de 40 artistas portuguesas produzidas entre o início do século XX e os nossos dias”, “numa grande exposição, incluída no Programa Cultural da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.”

O título da mostra, Tudo o que eu quero — Artistas portuguesas de 1900 a 2020, inspira-se em Lou Andreas-Salomé, autora que desenvolveu uma das mais notáveis reflexões sobre o lugar das mulheres no espaço social, intelectual, sexual e amoroso dos últimos séculos, situando, assim, as artistas selecionadas no espírito de subtileza, de afirmação e de poder. Contra todos os obstáculos, estas artistas de várias gerações e diferentes sensibilidades conquistaram o seu lugar, pela força da qualidade das suas propostas. Celebrar esta conquista exige resistir à abordagem ilustrativa que uma representação genérica (mulheres artistas) e nacional (portuguesas) sugere. Mas obriga também a que não esqueçamos que, em pleno século XXI, nada está consolidado no que à igualdade de género diz respeito, que estas obras são instâncias de um longo esforço coletivo pelo direito à existência artística plena.

Partindo deste pressuposto, a exposição contribui para sublinhar a importância do reforço do modelo social europeu, umas das prioridades centrais da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, cuja concretização passa também pelo combate às desigualdades e pela valorização da Mulher Artista.

Esta exposição inclui pintura, escultura, instalação, e fotografia, entre outras áreas, obras das artistas: Aurélia de Sousa, Mily Possoz, Rosa Ramalho, Maria Lamas, Sarah Affonso, Ofélia Marques, Maria Helena Vieira da Silva, Maria Keil, Salette Tavares, Menez, Ana Hatherly, Lourdes Castro, Helena Almeida, Paula Rego, Maria Antónia Siza, Ana Vieira, Maria José Oliveira, Clara Menéres, Graça Morais, Maria José Aguiar, Luísa Cunha, Rosa Carvalho, Ana Léon, Ângela Ferreira, Joana Rosa, Ana Vidigal, Armanda Duarte, Fernanda Fragateiro, Patrícia Garrido, Gabriela Albergaria, Susanne Themlitz, Grada Kilomba, Maria Capelo, Patrícia Almeida, Joana Vasconcelos, Carla Filipe, Filipa César, Inês Botelho, Isabel Carvalho, Sónia Almeida.

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Trago aqui a presença da fotografia.

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Ângela Ferreira

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Ângela Ferreira, Stone Free, 2012

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Ângela Ferreira, Talk Tower for Ingrid Jonker, 2012 (parte)

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Gabriela Albergaria

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Gabriela Albergaria, Soquence 04.32.18, 2019-2020

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Ana Vidigal

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Ana Vidigal, O fim está no meio, 2017

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Maria Lamas

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Maria Lamas, As mulheres do meu país, 1948-1950

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Além da exposição de 2 exemplares abertos, apresenta-se em dois ecrãns o “Registo videográfico do livro (…), por Maria Lessa, 2001”

Sobre este livro no FF, aqui.

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Patrícia Almeida

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Patrícia Almeida, série «Portobello», 2008-2009

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Sobre o livro desta série no FF, aqui.

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Helena Almeida

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Helena Almeida, A casa, 1979

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Helena Almeida, Seduzir, 2002

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Helena Almeida, Sem título, 1969

(Nota: esta peça não é fotografia)

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Helena Almeida, Sem título (Ref. #5), 2010

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Helena Almeida, Ouve-me, 1979

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Helena Almeida, Ouve-me, 1979. Vídeo; Super 8 transferido para suporte digital; preto e branco, sem som.

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“Tudo o que eu quero. Artistas Portuguesas de 1900 a 2020” é uma iniciativa do Ministério da Cultura com projeto curatorial da Fundação Gulbenkian, sendo a curadoria de Helena de Freitas e Bruno Marchand. Exibida pela primeira vez, por ocasião da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, de 2 de junho a 23 de agosto de 2021, será, em 2022, apresentada no Centre de Création Contemporaine Olivier Debré, em Tours, no âmbito do programa geral da Temporada Cruzada Portugal-França.

Paralelamente a esta exposição, no átrio da Biblioteca de Arte a exposição “Livros de Artista de Artistas Mulheres”, de 26 de junho a 20 de setembro de 2021 (no FF, aqui).

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Sobre esta exposição no site da Fundação Calouste Gulbenkian aqui.

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