FERNANDO CURADO MATOS, MONTEIRO GIL, WÒNA NI MAITHO. VER COM OS PRÓPRIOS OLHOS, 2020

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Fernando Curado Matos e Monteiro Gil

Wòna ni maitho. Ver com os próprios olhos

Fotografia: Fernando Curado Matos, Monteiro Gil / Introdução: Fernando Curado Matos, Monteiro Gil / Texto: José Coelho Matias / Prefácio: Fernanda Cavacas

Lisboa: Gog Publishing / Dezembro . 2020

Português / 20,6 x 20,6 cm / 208 pp

Cartonado

ISBN: 9789895499427

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Acendemos paixões no rastilho do próprio coração. O que amamos é sempre chuva, entre o voo da nuvem e a prisão do charco. Afinal, somos caçadores que a si mesmo se azagaiam. No arremesso certeiro vai sempre um pouco de quem dispara.

Mia Couto, Cada Homem É Uma Raça

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Recordo-me do Fernando Curado Matos e do Monteiro Gil falarem com entusiasmo deste projeto: da pesquisa, da sua preparação, antes, ao longo de mais de um ano, depois falarem sobre a viagem, a paisagem, as pessoas, a cor, a luz…

Foi um dos seus grandes projetos, só agora vê a luz do dia, como livro.

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Os autores na introdução da obra explicam a sua génese:

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Este livro, “Wòna ni Maitho” – Ver com os próprios Olhos, é o resultado de um projeto de ensaio fotográfico sobre Moçambique realizado durante os meses de julho e agosto de 2002 (…)

A maioria das imagens fotográficas foram registadas no Centro-Norte do país numa área geográfica abrangendo da costa (Ilha de Moçambique, Mossuril, Chocas Mar, Saua-Saua, Nacala, etc.) às regiões mais interiores (Monapo, Nampula, Gêba, Malema, Mutuali, Gurué), em plantações (algumas das empresas, João Ferreira dos Santos), mas também em outras aldeias e estradas do país, não esquecendo a sua capital, Maputo.

Na publicação deste livro só participam Monteiro Gil (imagens a cores), e Fernando Curado Matos (imagens a preto e banco), sendo os textos pequenos extratos retirados de textos mais completos elaborados por José Coelho Matias (escritor e professor) que acompanhou os fotógrafos durante toda a viagem e refletem aspetos mais significativos desta, bem como a sua própria vivência com a população em paralelo com o trabalho fotográfico.

Os autores centraram a sua atenção nas populações: no quotidiano, nos usos e costumes, no seu trabalho diário, da faina da pesca à agropecuária, não esquecendo as atividades mais industrializadas, ligadas ao sisal, caju, chá e tabaco.

Paralelamente os autores foram também registando a diversificada paisagem das diferentes regiões que visitaram.

A sua atenção foi igualmente despertada por alguns aspetos dos característicos mercados que foram encontrando um pouco por todo o lado, pelo património arquitetónico / histórico e cultural, pelo ensino, o artesanato e, até pelas atividades lúdicas das crianças, nas diversas regiões onde operaram.

As imagens do livro foram obtidas no processo analógico, em películas a preto e branco e a cores e, mais tarde, digitalizadas pelos próprios autores a partir dos negativos originais.

Este livro procura ser uma singela homenagem a Moçambique e, sobretudo, ao seu povo.

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Fernanda Cavacas no prefácio testemunha:

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(…) É como se, ao virar de cada página, nos fosse dado ver rostos e paisagens, momentos diversos, de quotidianos e realidades outras, tudo isto enriquecido pela autenticidade do registo fotográfico: a preto e branco, mais denso, mais fundo na observação dos pormenores que contrastam com a nossa própria vivência; a cores, mais abrangente, mais envolvente na captação de um mundo de que também nós fazemos parte.

(…) Recordando o diálogo entre Luarmina e Zeca Perpétuo, protagonistas da novela Mar Me Quer de Mia Couto, sobre a finalidade das belezas, o arco-íris tem o serviço só de fantasiar, de ensinar o céu a sonhar.

E mesmo que fosse só por isso valeria a pena percorrermos as estradas moçambicanas com estes captadores do belo em imagens. Mas há mais, pode haver mais…

Assim, proponho que cada leitor seja capaz de usar a sua sageza para aproveitar o que vê, partindo sempre de uma grande curiosidade, como se fosse um antropólogo, enxertado de profeta, com a capacidade de pensar o mundo para lá do momento atual e de si próprio, percebendo o sentido e o valor do passado e da tradição e o significado do que devemos transmitir e deixar depois de nós.

Participar na criação, poder que invejamos aos deuses — passa por sermos encantados e, apropriando-nos das criações artísticas, com elas refazermos as nossas próprias estórias. E por isso que não devemos invejar os criadores, nem a eles nos sobrepormos, antes partilhar com eles a obra e a ela emprestar os nossos significados, as nossas interpretações, a nossa leitura: os nossos próprios olhos.

Seguir na busca da intimidade de Moçambique projetado (mais do que refletido) e procurar nessa interioridade o cruzamento de culturas presentes nas diversas formas de estar no mundo e de nele viver pertencendo-lhe — é o desafio.

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O texto de José Coelho Matias é um conjunto de fragmentos diarísticos que marcam, de algum modo, o início dos diferentes capítulos em que podemos ver constituída a obra. As fotografias não seguem um percurso geográfico ou cronológico, mais uma sequência temática e vivencial: as paisagens, o mar, a Ilha de Moçambique, as atividades da pesca, do pastoreio, da busca da água, do mercado, as produções: sisal, caju, tabaco, algodão, chá… E a paisagem, os horizontes amplos, montanhosos, a natureza em pleno. E sempre, as pessoas. Que fotografaram e a quem ofereciam uma fotografia, Polaroid, para grande alegria dos fotografados.

Ao longo da viagem, Curado Matos fotografou a preto e branco, Monteiro Gil a cor.

Esta viagem leva-nos a um mundo natural, tão diferente do nosso.

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Permito-me transcrever dois trechos de José Coelho Matias:

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VIDA NA MARGINAL DE MAPUTO

Frente ao restaurante “Costa do Sol” encontra-se um grande número de artesãos a vender os seus artefactos: estatuetas em pau-preto, batiques, máscaras, bengalas, colares de missangas ou de búzios, etc. Ao seu lado, outros indivíduos vendem refrigerantes, que conservam frescos em caixas térmicas, feitas de esferovite, enquanto outros, mais à frente, expõem mobílias em verga, esperando por compradores, mais do que por admiradores. Estes, porém, são mais numerosos do que aqueles.

Seguindo em direção ao Hotel Polana, pode visitar-se o Bairro Triunfo e o centro Stanly Crfaft mais para o interior, enquanto no seguimento da marginal se podem admirar frondosas árvores com raízes fantasmagóricas.

Na praia, perto do autódromo pode acontecer que tenham a sorte (como nós a tivemos) de assistir ao batismo dos “Maziones“. O rito que presenciámos consistia em introduzir as pessoas — crianças e adultos — no mar, mergulhando-as, várias vezes, na água (algumas, até 30 vezes, o que as deixava quase sem respiração). Vestiam capas brancas com cruzes verdes, ou capas verdes com cruzes brancas. A cerimónia era acompanhada de batuque e cânticos. (…)

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O ROMPER DO DIA EM MUTUALI

(…) São 5 horas e meia do dia catorze de Agosto. O Fernando já de pé, de máquina na mão e a andar de um lado para o outro. Eu, também, depois de me ter levantado pouco depois das 5, dirijo-me ao miradoiro da casa no l. Era ali que o Fernando espreitava o nascer do sol. A posição era ótima. Lá longe, no horizonte descortinam-se as belas montanhas que, aqui e ali, emergem de píncaros elevados a esbater as sombras monótonas das serranias. A neblina, aliada a uma ou outra nuvem, empresta ao quadro um ambiente de mistério e de sonho!

Quando ainda escuro, as sombras são quase nulas, tal era o brilho do horizonte pintado de vermelho pelos raios solares que começavam a despontar. Mas eis que quase inesperadamente o sol começa a subir atrás da montanha qual alpinista desejoso de chegar ao topo. A cada momento que passa o clarão aumenta e os montes recortam o céu em formas enigmáticas. Um pouco mais e à minha frente o espraiar da planície meio às escuras entrecortada com algumas queimadas cujas nuvens de fumo, dão impressão de pequenas velas a fumegar numa imensa sala de visitas, sem iluminação artificial, em tempo de verão seco!

Dentro de momentos surge no topo do monte uma circunferência radiada de cores vivas e ofuscantes. Mais parece um ovni que provém de um outro planeta e que, agora, teima em pousar sobre o monte central da cordilheira. Momentos não são passados e eis que esse aparelho gigante começa a esconder-se detrás de algumas nuvens, ao longo das quais sobressai o espetáculo do seu clarão refulgente. (…) É um novo dia que começa e promete ser quente! (…)

De máquina sobre o tripé, o Fernando espreita o ressurgir dos primeiros raios solares para os imortalizar na película fotográfica. Eu, de papel e caneta, afasto-me um pouco, disposto a lançar no papel o que, momento a momento, for acontecendo.

Perante a paisagem que desfruto, experimento uma sensação de liberdade espraiada numa imensidão verde de esperança, nascida dos milhares de troncos cravado na terra mãe, que, pela força do calor, da chuva e dos braços humanos, se multiplicarão em centenas de milhares de folhas que irão servir para a fabricação dos vários tipos de chá que irão inundar os mercados nacionais e internacionais. Ao mesmo tempo, essas plantas, pela sua disposição e semelhança, deixam-nos sonhar em jardins gregos, babilónicos e persas que têm servido de fundamento a tantos sonhos de amor! Estamos no primeiro patamar.

Dali, o nosso olhar vai descendo até chegar ao riacho Joa ou Mulacala a partir do qual o terreno se modifica e sobe. A encosta apresenta recortes curiosos formados pelos canteiros plantados de novo, e por todos os outros cuja poda de manutenção já tinha sido feita ou estava em fase de ser terminada. Lá mais ao longe, a toda a volta, espreguiça-se a grande cordilheira das montanhas, atrás da qual se eleva o famoso Monte Namuli, berço do Povo Macua, no dizer dos antigos. (…)

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Fernando Curado Matos, Monteiro Gil, Wòna ni maitho. Ver com os próprios olhos, 2020

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Fernando Curado Matos

Nasceu em 1953, Moscavide. Loures – Portugal.

Trabalha como fotógrafo freelancer, em fotojornalismo de desporto e como professor de fotografia. Tem a carteira Profissional de Jornalista CCPJ, (Comissão da Carteira Profissional de Jornalista) Foi aluno na Escola António Arroio onde concluiu o curso de Pintura e o curso Complementar de Imagem. Concluiu o Curso Profissional de Fotografia da Escola Oficina da Imagem onde foi diretor do curso Profissional de Fotografia.

Foi membro fundador do Grupo Íris participando nas exposições e nos livros editados pelo grupo. Em 1986, recebeu um subsídio de trabalho da Fundação Calouste Gulbenkian, para uma pesquisa estética em fotografia, onde expôs esse trabalho, “Corpo da Terra”.

Edições e publicações:

Portfólios para as Câmaras Municipais de Loures e da Guarda, Centro de Estudos Ibéricos e LTE / EDP (Eletricidade de Portugal). Tem diversas imagens publicadas em revistas e jornais nacionais e estrangeiros. Monografias do concelho de Loures e Vendas Novas. Colaboração fotográfica: Livro História e Cultura Judaica, Guarda, 1999; Corpo da Terra, 1991; Prata Negra, 1992; Espaço Cénico e As Pedras e o Tempo, 1993; Sabor a Sal e Lisboa Qualquer lugar 1994; Rostos de Pedra, 1995; Made in U.S.A., Lisboa, 1 996; Outros Lugares — Vale do Tejo, 1997; Tajo Tejo  Doze Objectivos Fotográficos, Madrid, 1998; Margem da Ausência, 1999; Um País de Longínquas Fronteiras, 2000; Guarda Um (E)terno Olhar, 2008; Leite Cardo e Mãos Frias, o queijo da Serra da Estrela no Concelho da Guarda, 2010; Papagaios Pelos Ares, Alcochete, 2010; Atrelagem de tradição – 2011 / 2019; Desporto e Movimento, 2020; Parque das Nações — Um Mapa Alternativo, 2020; A Arte Fotografar a Preto e Branco e O Nosso Olhar no Mundo, 2020.

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Monteiro Gil

Nasceu em 1943, Guarda. Vive e trabalha em Lisboa.

Diplomado pela Escola Superior de Belas Artes. Fez parte do “Grupo IRIS” de 1992 a 1997. A sua pesquisa pessoal contou com o apoio da “CONTAX” de 1996 a 2000.

De 1968 até hoje realizou 25 exposições e participou em mais de 100 exposições coletivas em Portugal, Brasil, Espanha, França, Itália, Jugoslávia, Moçambique, U.R.S.S. e Suécia. Participou em diversas feiras de Arte (FIC 88, Paris Photo 97/98/99, ARCO 99, ForoSur 2004, FAC 1 997/2001 /2004/2005, ArtSaIamanca 2007, Arte Santander 08, 2008).

Coleções: Está representado em diversas coleções particulares e oficiais, entre as quais:

Em Portugal: Ministério da Cultura – Centro Português de Fotografia, Porto; Ministério da Cultura – Instituto Camões, Lisboa; Câmara Municipal da Guarda; Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação Cidade de Lisboa; Encontros da Imagem, Braga; Casa da Cerca / Centro Cultural de Almada; Kodak Portuguesa, Lisboa; Fundação PLMJ, Lisboa; Galeria Fonseca Macedo, Ponta Delgada, Açores. Em Espanha: Museu Vostell Malpartida, Cáceres; Fundación Fernando Maria Centenera Jaraba, Madrid. Em França: Centre Culturel André Malraux, Vandoeuvre-Nancy; Museu Nicephore Nièpce, Chalon sur Saone; Galerie du Château D’Eau, Toulouse. Na Bélgica: Musée de Ia Photographie de Charleroi, Charleroi, Na Suíça: Musée de L’EIyséeI Lausanne. Em Itália: Museu de Fotografia Contemporânea Ken Damy, Brescia.

Bibliografia:

1979. Revista “CANAL”, Paris, Julho; Revista “SEMA”, Lisboa, Julho; 1982. Revista “SEMA”, Lisboa, Maio; 1985. Colecção de postais “Mercados”, Lisboa; 1993. Livro “As Pedras e o Tempo” com o Grupo Iris, Lisboa; 1994. Livro [‘Lisboa Qualquer Lugar” com o Grupo Iris, Lisboa; 1996. Livro “Made in U.S.A. – Impressões de Viagem” com o Grupo Iris, Lisboa; 1998. Livro “Tajo Tejo – Doze Objectivos Fotográficos”, Madrid; 1999. Livro “História e Cultura Judaica”, Museu da Guarda; 2000. Livro “Um País de Longínquas Fronteiras”, Câmara Municipal da Guarda; 2002. Catálogo “Domestic Itineraries”, Galeria Fonseca Macedo, Ponta Delgada; 2003. Catálogo “Fronteira, Emigração, Memória”, N.A.C., Câmara Municipal da Guarda. 2005. Livro “Extensão do Olhar — uma Antologia Visual da Fotografia Contemporânea”, Fundação PL MJ / Assírio e Alvim, Lisboa. 2008. Livro “Um (E)Terno Olhar — Eduardo Lourenço, Vergílio Ferreira e a Guarda”, C.E.I. Guarda; Revista “Praça Velha” n o 24 (Portfólio sobre a Guarda), Guarda, Novembro; Revista “FotoDigitaI” (Portfólio “Um (E) Terno Olhar”, Lisboa, Dezembro. 2009. Livro “Leite, Cardo e Mãos Frias”, N.AC., Câmara Municipal da Guarda. 2016. Catálogo “Olhos nos Olhos”, CEI. , Guarda; Revista “Iberografias” n o 1 2 — “A Cor do Olhar”, C.E.I., Guarda. 2018. Livro “Acervo — 5 Décadas de Arte Contemporânea”, Fundação PLMJ, Lisboa. 2020. Livro “A Arte de Fotografar Preto & Branco” volume 3, GOD Publishing, Lisboa; Livro “O Nosso Olhar no Mundo” volume 4, GOD Publishing, Lisboa; Livro “Parque das Nações — Um Mapa Alternativo”, GOD Publishing, Lisboa.

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José Coelho Matias

Nasceu em 1940, Lameiras, Pinhel

Licenciatura em Teologia, (Gregoriana, Roma, 18 Junho 1968); Licenciatura “In Re Bíblica’ Sagrada Escritura (Instituto Bíblico, Roma, 27 Julho 1971); Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas — Estudos Portugueses e Franceses (Universidade Aberta, Lisboa, 21 Março 1996); Mestrado em Relações Interculturais — subjugado ao tema: Manuel De Sá — Paradigma De Interculturalidade (Universidade Aberta, Lisboa, 06 Abril 2000); Doutoramento em Ciências da Educação pela Universidade Portucalense, com o tema: Manuel de Sá Um Diásporo quinhentista português ao serviço das Ciências da Educação (2010).

Algumas publicações: Situação e escritos das Grutas do Qumrân (1980); Vocação de Levi: Estudos de S. Marcos, capítulo 21 1 3-14. Boletim Eclesial (Eclesiástico) de Macau, em todos os números de 1986/87; As cartas do Apocalipse: Meio Ambiente e Interpretação. In Capuchinhos (Org.).Apocalipse, Novos Céus e Nova Terra (pp. 103-1 38). Coimbra: Difusora Bíblica, 1 988; “Moral Cristã e confissão de fé”, In Universidade Católica (Org.) Questão Ética e Fé Cristã (II, pp. 123 -1 48). Barcelos: Ed. Verbo, 1989; “Manuel de Sá: Precursor do Método histórico-crítico”. Revista Didaskalia, 1990, XXI pp, 1 25-1 42; Manuel de Sá (1530-1 596): “Da Diáspora e Interculturalidade à Justiça e Cidadania”. In Ramos, Natália (Coord.) (2008). Educação, Interculturalidade e Cidadania. (pp. 35-52), Bucareste: Editura Milena Press; As Gentes e a Terra de Lameiras-Pinhel. Bucareste: Editura Milena Press, (2010).

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Pode adquirir o livro na FNAC ou contactando os autores, enviando email para <fernando.curado.matos@sapo.pt>, ou a GOD Publishing, aqui.

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Pode conhecer melhor, no FF, a obra de Fernando Curado Matos, aqui e de Monteiro Gil, aqui. Monteiro Gil expôs algumas fotografias na Galeria Diferença, “Olhos nos olhos”, em 2016, no FF, aqui.

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Cortesia dos Autores.

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