ANA BOTELHO E CLARA MOURA, A CIDADE VAI CHEGAR AO MONDEGO

Coimbra e o Mondego. Exposição no Liquidâmbar, na Praça da República, em Coimbra, de 23 de abril a 3 de junho de 2021.

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Ana Botelho, A cidade vai chegar ao Mondego

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Clara Moura, A cidade vai chegar ao Mondego

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Em outubro de 2020, realizou-se um debate intitulado “A cidade vai chegar ao Mondego, para quem? Como?”, promovido pelo movimento Cidadãos por Coimbra, no qual foram equacionadas questões sobre o futuro da Frente Ribeirinha coimbrã, e muito especificamente sobre o corredor encaixado entre as duas estações ferroviárias e a Avenida Fernão de Magalhães que há anos espera por uma solução capaz de devolver à cidade uma zona degradada, ocupada por edifícios industriais devolutos, armazéns e estaleiros de apoio ferroviários, dignificando o espaço e transformando-o num lugar de vida aprazível e de lazer ao serviço da comunidade.

Na sequência do debate, o movimento CpC convidou duas fotógrafas, Ana Botelho e Clara Moura, para participarem numa exposição híbrida, com o mesmo título do debate, que incluiria, por um lado, alguns painéis referentes ao existente e às sucessivas propostas de qualificação daquela zona, e por outro, fotografias atuais do edificado.

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Prevista para se realizar em janeiro/fevereiro de 2021, no espaço expositivo do Liquidâmbar, na Praça da República, em virtude do confinamento imposto pela evolução da Covid-19, a exposição só viria a ser inaugurada em 23 de abril de 2021. Está patente até 3 de junho.

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Ana Botelho. Nasceu em Vila Real. Vive e trabalha em Coimbra.

Funcionária Pública, sempre com e para a Cultura, por convicção e forma de vida.

Fotógrafa com cerca de duas dezenas de exposições, nacionais e internacionais, é a área de criação artística eleita. E algumas obras publicadas.

Desde cedo a memória foi enriquecida e fantasiada pela fotografia, primeiro com as imagens de uma ascendência familiar, depois com as suas próprias imagens, em momentos impossíveis de estar presente e de memorizar, que a leva a criar esses instantes, das pessoas e dos lugares.

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Clara Moura. Natural de Ribeira dos Carinhos, concelho e distrito da Guarda, vive e trabalha em Coimbra desde 1974, ano em que regressou a Portugal, depois de 7 anos emigrada em França. Desde cedo se interessou pela fotografia, mas só há pouco tempo lhe tem dedicado maior empenho enquanto meio de expressão artística. Nesse sentido, tem vindo a participar em diversas formações e projetos criativos centrados na dimensão expressiva da fotografia, questionando a sua essência, a sua pertinência na atualidade e o seu futuro enquanto meio de expressão artística.

O seu trabalho, comprometido com a dimensão poética da realidade, inscreve-se na linha do que François Soulage identifica como sendo as três subcategorias da estética fotográfica: a estética da encenação, a estética da ficção e a estética do referente imaginário.

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Cortesia das Artistas.

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