MONTEIRO GIL, AGOSTINHO GONÇALVES, ALBERTO PICCO, PARQUE DAS NAÇÕES, 2020

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Monteiro Gil, Agostinho Gonçalves, Alberto Picco

Parque das Nações. Um mapa alternativo

Fotografia, texto, design: Monteiro Gil, Agostinho Gonçalves, Alberto Picco

Lisboa: GOD Publishing / Outubro . 2020

Português / 25,7 x 20,7 cm / 176 pp., não numeradas

Cartonado / 80 ex.

ISBN: 9789895489176 

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Regresso ao Parque das Nações. Um espaço sempre agradável. Urbano e verde, a presença da natureza e o Tejo ali à beira, criando um horizonte mais vasto. O Oceanário, o Centro Ciência Vida, o Pavilhão de Portugal (um dos mais interessantes edifícios e que merecia – por todas as razões – de ser uma obra de Siza Vieira a ser de Portugal – uma utilização condigna! E quantas possíveis haveria!), o Casino Lisboa, a Torre Vasco da Gama, para referir apenas alguns… Caminhar entre jardins ou sobre o rio… E a sua envolvente… Um local da capital a que sabe sempre bem regressar.

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Os territórios do Parque das Nações formam parte de diversos projectos que os autores têm vindo a desenvolver nestes últimos vinte e cinco anos.

Corria o ano de 1995 quando começaram a realizar deambulações pela sua área, tomando notas visuais dos seus lugares relegados e perigosos nos confins orientais da cidade, na altura uma viagem às margens da polis.

A realização da exposição universal em Lisboa denominada “Expo 98” deu origem a transformação dessa parte da cidade levando a que, com a sua conclusão, surgisse um novo polo moderno e cosmopolita da urbe, que nos dias de hoje se tem transformado em cidade viva, centro de habitação e lazer, centro de serviços e negócios, gare multimodal de transportes vários, um lugar de vivência e permuta.

Em 2019 decidiram, os autores, deambular mais uma vez pelo seu interior. Cada um com o seu modo de ver e de acordo à sua experiência dos lugares intentando realizar um discurso coerente com a sua própria mundividência.

Salvaguardando que, como observadores externos da vida diária dos habitantes desses territórios, as observações realizadas são recordações emocionais e o romantismo pode estar presente, podendo trazer a ideia do estrangeiro na própria terra, forasteiro na própria cidade e podendo, assim, ter visões de sonho ou pesadelo, utopias e distopias várias.

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Hoje regresso ao Parque das Nações, num mapa alternativo, pelo olhar de 3 fotógrafos da paisagem, cada um com o seu olhar específico, próprio: Monteiro Gil, Agostinho Gonçalves e Alberto Picco:

Monteiro Gil apresenta uma visão documental dos edifícios e espaços que os circundam, dos ambientes vividos nas zonas de habitação e lazer, em dias normais e em dias de festa, ao longo do dia e de noites especiais.

Agostinho Gonçalves apresenta-nos uma espécie de filme em “cinemascope” em que mais importa a impressão do que está perante nós, do que a sua dissecação.

Alberto Picco cria, no seu percurso psicogeográfico pelos territórios do Parque da Nações, um retrato emocional, intimista e salvador de todos os projectos de cidade.

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Monteiro Gil, Agostinho Gonçalves, Alberto Picco, Parque das Nações, 2020

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Pode conhecer mais sobre o trabalho dos autores no Fascínio da Fotografia: de Monteiro Gil, aqui, de Agostinho Gonçalves, aqui e de Alberto Picco, aqui.

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Pode adquirir o livro aos autores (<gosti1350@gmail.com>), na Galeria Diferença ou nas livrarias STET – Livros & Fotografias e FNAC (lojas e Online).

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Cortesia dos Autores.

Alterado em 12.02.2021 (tiragem).

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