VALTER VINAGE, CHEZ VALTER, 2020

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Valter Vinage, Chez Valter, 2020

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Ao longo do período de confinamento, de ficar em casa, Valter Vinage foi divulgando nas redes sociais algumas das suas refeições, sobretudo entre meados de abril e princípios de maio. Ficar em casa implica aí tomar todas as refeições e, portanto, no quotidiano, tornam-se um testemunho do confinamento.

Confecionadas para partilhar em família, no aconchego da casa, na aldeia, rodeado pela horta onde cultiva alguns legumes e ervas aromáticas, os pratos são no geral, da cozinha tradicional portuguesa, uns mais quentes e aconchegantes, outros mais frugais, as saladas.

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Valter Vinagre é autor da fotografia de alguns livros de cozinha:

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“Puro Chévre. Receitas com queijo de cabra. Granja dos Moinhos”, organização e apresentação de Adolfo Henriques. Lisboa: Assírio & Alvim, 2007

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“A Bíblia contada pelos sabores. Receitas de Albano Lourenço na Quinta das Lágrimas”, com prefácio de José Tolentino Mendonça. Lisboa: Assírio & Alvim, 2007

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“Sabores judaicos”, com texto de Graça Sá-Fernandes e Naomi Calvão. Lisboa: Assírio & Alvim, 2008

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“Sabores de uma época, tradições de uma terra”, [as receitas] de Josefina Pissarra, Município de Idanha-a-Nova, 2017

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Neles os pratos são apresentados num enquadramento da mesa ou do ambiente, para além da paisagem e do espaço.

Em “Chez Valter”, Valter Vinagre regista os seus pratos de forma coerente, familiar, intimista, como afinal são: no tacho, acabado de sair do lume e pronto a servir, na mesa, as saladas, cuidadas para a partilha familiar, tornando a refeição um momento especial. Porque é um momento em que está com a família toda junta e quer-lhe dar esse prazer, esse gosto…

As legendas, nem sempre presentes, quando estão, complementam a ementa, enquadram no tempo e trazem memórias. Porque a alimentação faz sempre parte da nossa história e, portanto, os pratos, os sabores, os aromas, remetem-nos para memórias, para tempos, para espaços, para momentos… E fazem crescer água na boca.

Porque o dia um pouco frio assim o pede. Coelho com feijão branco.

Caldeirada de peixe. Acompanha com salada e um vinho verdelho do Campolargo.

Pescada com mexilhões. Acompanha com arroz de peixe (a cabeça da pescada).

Ninhos com legumes salteados. Acompanha com um Beira Mar branco das Azenhas do Mar.

Comida para dias cinzentos. Ervilhas com ovos escalfados

A minha avó materna e a minha mãe sempre me disseram que “os olhos também comiam”. Bacalhau cozido acompanhado de legumes e batata nova cozida.

Frango do campo, assado no forno. Para tempos farruscos

Uma chanfana (ovelha velha) acompanhada por grelos de nabo e batatas cozidas com a pele.

Pregado grelhado na brasa (azinho). Acompanhado com batata nova assada no forno e um bical 2017 do Campolargo.”

Arroz de camarão. Foi acompanhado com um verde casta Loureiro produzido por António Lopes Ribeiro (Casa Mouraz).”

Como diria Valter: “Bom apetite!”

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