ARLINDO PINTO, AUSÊNCIAS, 2015

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Arlindo Pinto

Ausências

Fotografia: Arlindo Pinto

Edição de Autor / 2015

Português / 21,0 x 21,0 cm / 24 págs

Agrafado / 20 ex.

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Arlindo Pinto-Ausencias (1)

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Sobre esta obra escreve o autor:

Ausências nos espaços que facilitam a circulação, o consumo e a comunicação, mas que, ao contrário dos “lugares antropológicos”, que privilegiam as dimensões identitárias, históricas e relacionais, são apenas elementos de ligação. São destinados à passagem, não são ambientes de habitação e não requerem que se esteja sempre em contato com eles a ponto de serem criadas relações duradouras.

São “não-lugares”.

Os “não-lugares” emergem num contexto societário caraterizado pela impessoalidade onde todos são tratados com indiferença. Onde o estar “só entre a multidão” adquire o seu pleno significado. Todos são iguais (porque lhes é negada a diferença) e todos são indiferentes aos outros. Os “não-lugares” impõem ao individuo novas formas de solidão. Os espaços são semelhantes e despersonalizados.
Ausências discorre sobre o Homem na sua condição de animal social, ser de afetos, e os relacionamentos que opera com a comunidade em que se insere e com os espaços que ocupa. É uma metáfora que dá expressão à omissão da criação de laços identitários e relacionais entre os humanos e entre estes e o território em que se movimentam, indiferenciados e despersonalizados.

Imagens (aparentemente) vazias que consubstanciam também um discurso sobre as possibilidades da fotografia. Uma fotografia de aparências, que discursa sobre a verdade através da mentira ficcionada das imagens.

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Arlindo Pinto, Ausências, 2015

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Arlindo Pinto (n. 1962), vive em Lisboa, nasceu num lugar qualquer! Ele gosta de pensar em si mesmo como fotógrafo… o que ele realmente é desde o final do século XX! Ele é apaixonado pela arte, música e pessoas. A fotografia é uma maneira de se ligar com a humanidade.

É professor de fotografia no Círculo Artístico e Cultural Artur Bual e é membro da equipa do Photobook Club Lisboa. Faz exposições individuais e coletivas e publica o seu trabalho em revistas, zines de fotografia e livros. Procura pistas sobre o significado da vida… se houver uma.

A sua fotografia tem um foco insistente no homem como um ser multifacetado, espiritual e relacional, mas também uma vítima de si mesmo. O resultado do que faz é visceralmente fundamentado nas suas crenças e convicções às quais as imagens dão vida. A fotografia é uma forma de falar sobre as questões que lhe dizem respeito, às quais quer dar voz e em torno das quais pretende gerar debates, verbalizados ou interiores.

Tem publicado diversos livros e zines: 2018 “i” (2018); “Today Is A Long Time”, ed. The Unknown Books; “Retratos Municipais”, ed. Instituto de Ciências Sociais; “Hope”, ed. Huggly Books; “sonhando versos e sorrindo em itálico”, ed. IMAGERIE – Casa de Imagens (2017); “Alegoria do Inferno”; “Everything Is Not” (2016), “Ausências”, “Space 3”, “Zemrude” (2015), “Take My Body” (2013); “Coleção Bandas Míticas II, Pop Dell’Arte”, ed. Levoir; “Cáceres Pop 2011!”, ed. Diputacion de Cáceres (2012); e “Arte na Planície”, ed. Associação Cultural Arte na Planície (2006).

Tem realizado diversas exposições individuais e coletivas.

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Pode conhecer melhor o trabalho de Arlindo Pinto aqui.

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