O PORTUGAL DE HENRI CARTIER-BRESSON

110 anos do nascimento de Henri Cartier-Bresson (Chanteloup-en-Brie Seine-et-Marne, França, 22 de agosto de 1908 — Montjustin, França, 3 de agosto de 2004)

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Henri Cartier-Bresson, Portugal, 1955: Parada militar. O Presidente português General Craveiro Lopes, à esquerda Marcelo Caetano – A cantora portuguesa Amália Rodrigues, rainha do Fado – Lisboa – Lisboa. Belém, Mosteiro dos Jerónimos – Lisboa – Óbidos. O toureiro português João Branco Núncio – Nazaré – Nazaré – Porto – Viana do Castelo – Barcelos – Amarante – Castelo de Vide. Dia de feira – Marvão – Niza. À saída da missa de domingo – Estremoz. Dia de feira.

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Para mim, a fotografia é o reconhecimento simultâneo, numa fração de segundo, do significado de um evento, bem como de uma organização precisa das formas que dão a esse evento a sua própria expressão.”

Henri Cartier-Bresson, “Images à la sauvette” / “The decisive moment”, 1952.

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Henri Cartier-Bresson definia assim em 1952, no livro  “Images à la sauvette”, traduzido para inglês como “The decisive moment”, o seu conceito de “momento decisivo”, que norteou toda a sua fotografia. Tinha como base o que o Cardeal de Retz (séc. XVII) referia: “Não há nada neste mundo que não tenha um momento decisivo”.

Cartier-Bresson nasceu em 1908. Os seus pais tinham uma manufatura têxtil, a família materna era comerciante de algodão. A família de Cartier-Bresson vivia num bairro burguês, em Paris: na Rue de Lisbonne, próximo da Place de l’Europe e do Parc Monceau.

Só em 1955, depois da Segunda Guerra, onde como militar foi fotógrafo, e de fundar com Bill Vandivert, Robert Capa, George Rodger e David Seymour “Chim”, em 1947 a cooperativa de fotógrafos Magnum, Cartier-Bresson viaja até Portugal, para conhecer a Lisboa que dera o nome à rua onde vivera a sua infância e adolescência. Fotografa Lisboa, Cascais, Estoril, Sintra, Óbidos, Nazaré, Coimbra, Porto, Amarante, Lamego, Tomar, Alpalhão, Castelo de Vide, Marvão e Estremoz.

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HCB

Henri Cartier-Bresson

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Pela sua Leica passou o Presidente da República, General Craveiro Lopes, regista a vida social no Estoril e em Cascais, mas sobretudo as pessoas simples, que encontra na capital e por onde passa.

Não encontrei outros registos de um seu regresso a Portugal. Contudo, as imagens que registou testemunham o país de então e foram publicadas em diversos livros, estando presentes nas suas antologias.

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Os títulos das fotografias foram traduzidos para português.

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Pode conhecer melhor o trabalho e a vida de Henri Cartier-Bresson no site da Magnum, aqui e da Fundação HCB, aqui.

Pode ver mais imagens de Portugal aqui, aqui e aqui.

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