JOSÉ PEDRO CORTES, A NECESSARY REALISM, 2018

A exposição “Um Realismo Necessário”, apresenta-se no Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado, em Lisboa, de 28 de junho a 28 de outubro de 2018.

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José Pedro Cortes

A Necessary Realism

Fotografia: José Pedro Cortes / Conversa de José Pedro Cortes e Nuno Crespo / Ensaios: Shoair Mavlian, David Santos, Julião Sarmento, Nuno Crespo / Poema: José Tolentino de Mendonça

Lisboa: Pierre von Kleist editions; Lisboa: MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado / 27. Junho . 2018

Português e inglês / 19,0 x 26,5 cm / 240 pag.

Brochura com sobrecapa

ISBN: 9789727765256

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“A Necessary Realism”, Um Realismo Necessário, é a continuidade do olhar de José Pedro Cortes. Neste livro (e exposição), Cortes centra-se na realidade, num olhar que de algum modo se começou a destacar em “One’s Own Arena” (2015, no Fascínio da Fotografia aqui), e que foi já este ano mostrado, uma pequena parte, em “Mirror Plant” / “Planta Espelho”, na Galeria Francisco Fino (aqui).

As imagens centram-se no quotidiano, na vivência de José Pedro Cortes, quer na sua esfera pessoal, quer no mundo que o rodeia, nos locais por onde passa, onde está. As pessoas que encontra, que nalgum momento fazem parte da sua vida. Mostra a vida, o realismo da vida, da sua história pessoal, que não se pode restringir a dois ou três anos, mas é a vida toda, daí que, embora haja uma baliza temporal, imagens que já integraram séries anteriores estão – tinham de estar – presentes, como de “Costa” (2013, aqui), “Things Here and Things Still to Come” (2011, aqui) ou a já referida “One’s Own Arena”.

As imagens estão todas identificadas: a pessoa fotografada (inicial), por vezes o local ou a situação, a cidade, o ano. Regra geral cada imagem ocupa uma página, por vezes um fólio, as sequências prolongam-se por várias páginas sucessivas.

O corpo central da obra é fotográfico, mas os espaços de texto – a abrir e a fechar o livro – partilham as suas páginas com fotografias, não lhes tirando o protagonismo, mas simplesmente partilhando o espaço (página par, texto, página impar, fotografia(s)).

São fragmentos do dia-a-dia, vivências, a realidade. Necessariamente. Um Realismo Necessário.

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Em “Um Realismo Necessário”, José Pedro Cortes renova a sua forma de olhar para a matéria e a superfície do nosso tempo a partir de um conjunto de fotografias, feitas entre 2005 e 2018, que revelam o seu interesse na representação do corpo humano.

Fazer retratos e olhar para o outro sempre foi uma forma de José Pedro Cortes pensar a realidade que nos rodeia. Como criador de imagens, aceita a complexidade deste tempo, a sua fabricação e os seus impulsos, a sua vulnerabilidade e beleza, que não permite leituras dogmáticas. Em contraste com o realismo neoliberal, as suas imagens afirmam a necessidade de não nos deixarmos subordinar à visão pragmática da vida, porque a realidade não é mecânica, linear ou numérica, mas um desafio que diariamente exige atenção e reflexão. Nestas salas, percorremos homens e mulheres que nos olham, outros que sensualmente se acariciam na cama ou observamos um grupo de amigos que languidamente descansa num relvado, numa tarde de verão. Não há geografias ou tempos, e, enquanto, espectadores das fotografias de José Pedro Cortes, somos voluntariamente convidados a fazer movimentos rápidos, lentos, intensos, que vão do interior para o exterior, percorrem os centros e as margens e que tentam encontrar a vida, mas também o esqueleto e a ruína que o tempo deixa na sua passagem.

Nota do editor

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De referir o paralelismo entre esta obra e a obra de André Príncipe, “Non Fiction”, ambas as obras editadas pela Pierre von Kleist Editions, 2018, e ambas em exposição no mesmo ano (ver aqui).

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José Pedro Cortes, A Necessary Realism, 2018

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Este livro é publicado por ocasião da exposição “Um Realismo Necessário”, apresentada no Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu do Chiado, em Lisboa de 28 de junho a 28 de outubro de 2018, com curadoria de Nuno Crespo.

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O livro contém 148 imagens, assim como uma conversa de José Pedro Cortes com Nuno Crespo, e textos: “Introdução”, de Emília Ferreira (Diretora do MNAC), “Meditar sobre o visível”, de Nuno Crespo (investigador e crítico de arte), “A necessidade do realismo”, de Shoair Mavlian (Directora de Photoworks UK), “Tirocínio”, de Julião Sarmento (artista plástico), “Eyes wide open, between presence, imagination and absence”, de David Santos (curador e historiador de Arte), e um poema inédito intitulado “Música para as fotografias de José Pedro Cortes”, de José Tolentino Mendonça (poeta, teólogo e responsável pelo Arquivo Secreto Vaticano).

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Sobre a exposição no MNAC – Museu do Chiado, de 27.06 a 28.10.2018, no Fascínio da Fotografia, aqui.

Mais informação aqui e aqui.

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