“LES AMÉRICAINS”, DE ROBERT FRANK

Nos 60 anos da 1.ª edição de “The Americans”, de Robert Frank (15.05.1958).

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Acima de tudo, eu sei que a vida para um fotógrafo não pode ser de indiferença.”

Robert Frank

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Em algum ponto no caminho

sabia haver raparigas, visões, tudo;

em algum ponto no caminho

ser-me-ia dada a pérola.”

Jack Kerouac [1]

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Robert Frank, The Americans: Parade, Hoboken, New Jersey – Political rally, Chicago – Funeral, St. Helena, South Carolina – Trolley, New Orleans – Canal Street, New Orleans – Bar, Gallup, New Mexico – U.S. 91, leaving Blackfoot, Idaho – Santa Fe, New Mexico – Elevator, Miami Beach – Men’s room, railway station, Memphis, Tennessee – Political rally, Chicago – Movie premiere, Hollywood – Coffee shop, railway station, Indianapolis, 1955-57

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Robert Frank nasceu na Suíça em 1924, onde aprende fotografia ente 1940 e 1942. Em 1947 emigra para os Estados Unidos, levando alguma experiência de fotógrafo de cena de cinema e o seu primeiro livro de originais: “40 Fotos”, publicado no ano anterior. Trabalha como fotógrafo de moda para revistas como Fortune, Life, Look e Harper’s Bazaar. Estes trabalhos foram fomentando um espírito de inquietação. O conceito de viagem passará a ser uma constante temática no seu relacionamento com a realidade: em 1948 viaja pela Bolívia e Peru e entre 1949 e 1951 pela Europa, sendo confrontado com uma realidade social que fotografa de maneira subjetiva.

De regresso aos Estados Unidos, conhece Walker Evans em 1953, que vai influenciar profundamente a sua vida e a sua fotografia. Associa-se à Beat Generation, termo introduzido em 1948 por Jack Kerouac (Lowell, Massachusetts, EUA, 12.03.1922 – St. Anthony’s Hospital, São Petersburgo, Florida, EUA, 21.10.1969), procurando caracterizar um movimento jovem anti-conformista nova-iorquino percetivelmente underground. O seu livro “On the road” / “Pela estrada fora” (Viking Press, 1957), torna-se um dos símbolos da Beat Generation.

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Marc Trivier, Robert Frank

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Frank é o primeiro europeu a candidatar-se a uma bolsa da Fundação Guggenheim e a ganhar. Era o ano de 1955. Graças à bolsa, viaja entre 1955 e 1957 “pela estrada fora” ao longo dos Estados Unidos, com a sua Leica, como um “observador solitário”[2]: das 28.000 fotografias obtidas, seleciona 83 que publica em The Americans, com prefácio de Kerouac.

Na sua candidatura, Frank refere:

“Para fotografar ao longo dos E.U.A. e para centrar a atenção na industrialização. As pessoas no meio desta era de progresso e o efeito que tem sobre elas. As pessoas das cidades e as famílias das áreas agrícolas. As aspirações dos trabalhadores braçais em comparação com os de colarinho branco. Possivelmente a fotografia será diferente em lugares diferentes, ou então será similar em lugares distintos.

Eu fico sempre impressionado com a admiração pelos jovens e tudo isso é novo para mim. A atmosfera na qual os jovens – especialmente os estudantes – aprendem e crescem e ocupam os seus tempos livres. Também a forte influência da mulher em todos os níveis, é algo que eu nunca vi na Europa.

Eu não creio que esta seja uma viagem cuidadosamente preparada, mas as fotografias – com algum texto – serão um registo espontâneo de um homem que vê este país pela primeira vez (exceto N.Y.). Eu sinto que os E.U. é o país que se desenvolve mais rapidamente que qualquer outro e o meu projeto é necessariamente incompleto, mas estou certo que será um registo vivido e valioso. Como projeto só pode ser executado com completa independência. É por isso que eu me candidato à vossa bolsa.

Penso completar o projeto num ano. O editor Robert Delpire (Edition Neuf, Paris) acordou em publicar o ensaio fotográfico na forma de livro. Também escrevi ao Sr. Kuebler, do “Du” Mgazine na Suíça, e recebi uma resposta favorável.”[3]

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Na verdade, em 1952, Robert Delpire era editor da revista “Neuf”, da Maison de la Médecine, quando recebe a visita do jovem Robert Frank, de 28 anos, Delpire tinha 26, que havia sido encaminhado por Édouard Boubat, para lhe apresentar um portfólio, com vista a publicar na revista. Delpire comentou: “Isto é alguém!”. Almoçaram e em breve tornaram-se amigos. Delpire publicou Frank no número de Setembro de 1952, sobre “Circo” e no n.º 8, de dezembro do mesmo ano, publica 6 fotografias do Peru; incluirá mais no livro ”Indiens pas morts”, de 1956.

Recorda Delpire:

“Um dia, no fim do verão de 1954, penso, Frank estava em Paris e disse-me: “Eu quero fazer um grande projeto na América, e quero candidatar-me a uma bolsa da Gugguenheim. Eu precisava que me assinasses um documento, concordando em publicar um livro com as minhas fotografias. Penso que me ajudaria a ganhar a bolsa.

Eu assinei o papel, ele ganhou a bolsa.”[4]

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Frank recebe a bolsa da Fundação Guggenhiem em Maio de 1955, renovável até 2 anos, e começa as suas viagens pelo país, registando quer eventos específicos, quer o quotidiano.

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Robert Frank, algumas provas de contacto de rolos de “The Americans”: City fathers, Hoboken, New Jersey – Covered car, Long beach, California – Santa Fe, New Mexico, 1955-57

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Frank conhece Jack Kerouac em setembro de 1957, no mês em que é publicado “On the road”. Após ler uma crítica publicada no New York Times Review, os dois encontram-se numa festa dada por Lucien Carr, amigo de Kerouac e Frank pergunta-lhe se quer escrever uma introdução a “The Americans”. Encontram-se na Viking Press, a editora de Kerouac, Frank leva duas caixas de fotografias. Kerouac havia passado pela maior parte – e muito mais – dos locais que Frank regista e acede a escrever a introdução.[5]

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Jack Kerouac, rascunho manuscrito para a introdução a “The Americans”, 6.Nov.1957

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Frank havia feito uma maquete de “The Americans”, que apresentou a editoras americanas, sem sucesso e regressa à Europa no verão de 1957.[6]

Recorda Delpire:

“[Frank] Regressou três anos depois [de ‘eu ter assinado o papel’] e mostrou-me as fotografias. Ele tinha a sua própria ideia para o livro, mas disse não ter um mono preparado. Ele queria uma única fotografia por cada dupla página. Disse: “Não gosto de combinar fotos.” Eu imediatamente subscrevi esse ponto de vista, e fizemos o mono numa tarde, no meu escritório, alinhando as fotografias no chão. Alguns fotógrafos não sabem como escolher as suas fotografias, mas ele sabia. E não houve problemas em termos de seleção. Como para a sequência, nós fizemos assim, intuitivamente. O número de fotografias não estava pré determinado, definiu-se, connosco escolhendo uma a uma. Cento e setenta e quatro páginas, que não era um múltiplo de oito. (…)

O único ponto de desentendimento foi a capa. Eu insistia para usarmos um desenho de Saul Steinberg, que eu conhecia e de cujo trabalho eu gostava. Frank dizia: “É um livro de fotografia, podemos usar uma fotografia.” Eu disse-lhe: “Podes usar uma foto para a edição americana, mas deixa-me usar um desenho do Steinberg.” Mas quando reimprimi o livro [em 1986], usei uma fotografia porque percebi que, basicamente ele tinha razão.”[7]

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Robert Frank, Les Américains, Paris: Delpire, 1986

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O livro, além de incluir o texto de Jack Kerouac, inclui fragmentos textos de diversos autores, cuja autorização de citação o editor agradece às Éditions Gallimard: Simone de Beauvoir, Alain Bosquet, John Brown, Omar N. Bradley, Erskine Caldwell, John Dos Passos, William Faulkner, Henry Miller, Claude Roy, John Steinbeck, Richard Wright. Estes textos seriam excluídos nas edições seguintes.

É assim que “Les Américains” é editado primeiro em França (Paris, Delpire). A capa apresenta o detalhe de um desenho de Saul Steinberg e o livro, “o quinto da coleção “Encyclopédie essentielle”, foi realizado por Robert Delpire e Jacques Monory. Acabado de imprimir no dia 15 Maio 1958 nas gráficas de Draeger Frères, mestres impressores em Montrouge, e foi encadernado por Engel em Malakoff.”[8]

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Robert Frank, Les Américains, Paris: Robert Delpire, 1958 (capa e contracapa)

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“Les Américains”, de Robert Frank, saiu a público a 15 de maio de 1958. No ano seguinte, com o sucesso atingido, foi editado em Itália (Milão: Il Sagggiatore), com capa idêntica, tendo diferentes textos de autores italianos no verso das fotografias, escolhidos por Alain Bosquet e Raffaele Crovi:

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Robert Frank, Gli Americani, Milano: Il Sagggiatore, 1959

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E, em 15 de janeiro de 1960[9], nos Estados Unidos (Nova Iorque: Grove Press), na capa uma fotografia:

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Robert Frank, The Americans, New York: Grove Press, 1960 (capa e contracapa)

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“The Americans” é um olhar sobre a América completamente diferente, “de reverente e melancólico pecador” (Ian Jeffrey), distante do olhar romântico das reportagens da Life magazine. Frank mostra a América num retrato psicológico e mitológico, centrando o seu olhar em pequenos detalhes, vendo de ângulos baixos, com manchas negras e outras de luz intensa, “reflectindo (…) o espírito dessa época. Imagens espantosas, desoladas, nervosas, (…) que permitiam que América e americanos se revelassem como nunca antes: uma tribo de indivíduos solitários, reunidos à volta das suas sombras, ou nas traseiras de qualquer bar, prisioneiros das cidades.”[10] Como escreveu aos seus pais no Inverno de 1955: “Estou a trabalhar muito não só a fotografar, mas a dar a minha opinião nas minhas fotos sobre a América… A América é um país interessante, mas há aqui muitas coisas que eu não gosto e que nunca aceitarei. Também estou a tentar mostrar isto nas minhas fotografias.”[11]. São assim estas “tremendas fotografias feitas (…) com a agilidade, o mistério, a tristeza, o génio, e o estranho segredo de uma sombra, registar cenas que nunca tinham sido mostradas em fotografia.”[12] Frank investe em poderes simbólicos – a bandeira, políticos, automóveis e figuras religiosas – e ao longo da sequência de The Americans constrói símbolos sobre símbolos [13].

Robert Frank diria em 1958:

“o meu esforço foi de exprimir [a realidade, (no caso a América)] simplesmente e sem confusão. A visão é pessoal e, por isso, várias facetas da vida e da sociedade Americana foram ignoradas. (…)

Fui frequentemente acusado de deliberadamente distorcer o motivo segundo o meu ponto de vista. Principalmente, eu sei que o testemunho de um fotógrafo não pode ser de indiferença. A opinião muitas vezes consiste num tipo de crítica. Mas a crítica pode proceder do amor. É pois importante ver o que é invisível aos outros – talvez o olhar de esperança ou o olhar de tristeza. Também, é sempre a reacção instantânea de alguém que produz uma fotografia.”[14]

O próprio título sublinha a sua interpretação: não se trata de ‘A minha América’ ou de ‘Uma América’, mas “Os Americanos”, englobando assim, não só as pessoas, mas as mentalidades, as diferenças, a cultura, a paisagem construída pelos próprios, “os americanos”. Nalgumas imagens, inclusive, a figura humana não está presente.

O livro veio agitar o país, tornando-se uma visão também política. Frank não mostra o país perfeito, o país modelo; mostra uma tensão no orgulho da cultura e da riqueza americana, as diferenças de raça e de classe, sublinhadas com o uso do foco incomum, da baixa iluminação e o corte das imagens, diferente do até então usado. Conforme escrevera no seu pedido da bolsa, esta obra seria “um autêntico documento contemporâneo cujo impacto visual terá a eficácia de um comentário falado”[15].

Confirmou-se.

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“Les Américains” / “The Americans” tornou-se um marco na história da fotografia, a sua forma de ver alterou a forma de ver e fotografar, influenciando gerações.  Inspirou e continua a inspirar muitos fotógrafos. Foi alvo de múltiplos estudos e teses de doutoramento. Conheceu sucessivas edições ao longo dos anos e em múltiplas línguas, sobretudo inglês, francês, alemão, italiano.

Em 2008, quando se completam 50 anos sobre a primeira edição, a editora alemã Steidl inicia a reedição de todas as obras de Robert Frank, incluindo a edição de alguns inéditos, começando precisamente por “The Americans”, retomando o formato inicial, mas sem os textos, exceto o de Kerouac. Logo em 2008 é editado em inglês, francês, italiano, alemão e chinês, em 2015 uma edição espanhola, em parceria Steidl / La Fabrica Editorial e em 2017 uma edição em brasileiro (português do Brasil) em parceria Steidl / Instituto Moreira Sales, do Rio de Janeiro.

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Robert Frank, The Americans, Steidl, 2008

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Robert Frank, Os Americanos, Steidl / Instituto Moreira Sales, 2017

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Jim Casper referia então:

“Este é o livro de fotografia que redefiniu o que um livro de fotografia poderia ser – pessoal, poético, real. Agora, na celebração do seu 50.º aniversário, a obra-prima de Robert Frank ainda se sustenta – a seleção de fotografias e a sua sequência e ritmo são inovadoras, ricas, generosas e deslumbrantes.”

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Koos Breukel, Robert Frank, 1996

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Em 2008, a exposição “Looking in Robert Frank’s The Americans”, na National Gallery of Art, em Washington, Estados Unidos, faz a história do livro. Comissariada por Sarah Greenough, o catálogo foi editado conjuntamente pelo Museu e a Steidl.

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Sarah Greenough (coord.), Looking in Robert Frank’s The Americans, National Gallery of Art e Steidl, 2008

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Na sua versão extensa, além de vários artigos, apresenta documentos, as folhas de provas de contacto do rolo em que se insere cada fotografia do livro, com as anotações de Frank, uma análise comparada das imagens do estudo inicial do livro, das fotografias incluídas na primeira edição e dos vários enquadramentos de cada fotografia nas diferentes edições, além das próprias fotografias. Inclui ainda uma biografia cronológica de Robert Frank.

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Depois de “The Americans”, Frank publica ainda “The Lines of My Hand”, como o seu último projeto fotográfico: “Quando eu seleciono imagens e as ponho juntas, eu sei e sinto que chego ao fim do capítulo”[16]; centra-se então no cinema.

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Richard Avedon, Robert Frank, Photographer, Mabou Mines, Nova Scotia, 17.07.1975

(Avedon completaria nesta data, 15.05.2018, o seu 95.º aniversário)

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Pontualmente virá ainda a fazer algumas fotografias nos anos 60 e seguintes, que no geral funcionam como imagens em conjunto, mas a sua obra de maior importância e que alterou a forma de ver da fotografia, foi “The Americans”, melhor, “Les Américains”, editada primeiro na Europa.

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Menos de um ano depois de “Les Américains” sair em Paris e antes de “The Americans” sair nos Estados Unidos, em Portugal, Victor Palla e Costa Martins publicam “Lisboa Cidade Triste e Alegre” (aqui). Tal como aquele, é um livro de um mesmo tempo, que mostra olhares diferentes de uma cidade, Lisboa, das suas pessoas e das suas vivências, não a Lisboa de ‘bilhete postal ilustrado’, mas a Lisboa real, triste e alegre, revelando-se, pelas imagens, textos e grafismo, de importância idêntica para a história da fotografia.

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Victor Palla e Costa Martins, Lisboa Cidade Triste e Alegre, 1959

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[1] Martiradonna, Sabino, “Para além da estrada”. In: AAVV, Robert Frank. Lisboa: Cinemateca Portuguesa, 1991. Pág. 12-15.

[2] Gautrand, Jean-Claude, “Subjektive Fotografie”. In: Frizot, Michel, A New History of Photography. Colónia: Konneman, 1998. Capítulo 36, pág. 629.

[3] Robert Frank, rascunho de carta a remeter à Fundação Guggenheim, arquivo de Walker Evans (carta remetida a Walker Evans, para ter a sua opinião). Rosenheim, Jeff L., «Robert Frank and Walker Evans», In: Greenough, Sarah (coord.), Looking in Robert Frank’s The Americans; Washington: National Gallery of Art e Colonia: Steidl, 2008, pp. 148-162.

[4] Frizot, Michel, «Interview with Robert Delpire». In: Greenough, Sarah (coord.), op. cit., pp. 199-201. A entrevista teve lugar em fevereiro de 2008.

[5] Sobre este encontro, ver Sante, Luc, «Robert Frank and Jack Kerouac”. ». In: Greenough, Sarah (coord.), op. cit., pp. 202-208.

[6] Confere Frizot, Michel, «Interview with Robert Delpire». In: Greenough, Sarah (coord.), op. cit., pp. 200, anotação.

[7] Frizot, Michel, «Interview with Robert Delpire». In: Greenough, Sarah (coord.), op. cit., pp. 199-201. A entrevista teve lugar em fevereiro de 2008.

[8] Frank, Robert (1958). Les Americans. Paris: Delpire, colophon.

[9] Greenough, Sarah, «Transforming Destiny into Awareness: The Americans”. In: Greenough, Sarah (coord.), op. cit., pp. 126.

[10] Martiradonna, Sabino, obra citada.

[11] Tucker, Anne, “American Documentary Styles”. In: AAVV, The Art of Photography 1839-1989. New Haven e Londres, Yale University Press, 1989. Pág. 299.

[12] Kerouac, Jack, introdução a “The Americans”. In: Frank, Robert, Robert Frank. Coimbra, Encontros de Fotografia de Coimbra, 1988.

[13] Confere Anne Tucker, obra citada, pág. 299.

[14] Robert Frank, “Statement, 1958”. In: Goldgberg, Vicki, Photography in Print. Albuquerque, University of New Mexico Press, 2000. Pp. 400-401.

[15] Robert Frank, “Statement, 1958”. Op. cit, pp. 400.

[16] De The Lines of My Hand, 1971. Citado em Ute Eskildsen, “Hold Still – Keep Going – Imagem na imagem imagens em imagens”. In: Robert Frank, Hold Still – Keep Going. Lisboa, Centro Cultural de Belém, 2001. Pág. 143.

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