ANTÓNIO BRACONS, CENTRO CULTURAL DE BELÉM, 2015 – 2018

Dia 21 de março completaram-se 25 anos da inauguração do CCB – Centro Cultural de Belém.

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António Bracons, Centro Cultural de Belém, 2015 – 2018

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A presidência portuguesa da União Europeia, no 1.º semestre de 1992 foi o pretexto para a construção do complexo do Centro Cultural de Belém (CCB), remodelando parte da zona ribeirinha junto ao Mosteiro dos Jerónimos e da Praça do Império.

A construção do CCB foi decidida em 1988, sendo lançado concurso internacional pelo Instituto Português do Património Cultural e ao qual candidataram-se 57 equipas projetistas com outros tantos estudos prévios (projeto em fase inicial), dos quais seis foram convidados a desenvolver o anteprojeto. A proposta selecionada foi a do consórcio do Arquitetos Vittorio Gregotti (Itália) e Manuel Salgado (Portugal). O projeto de estabilidade é da STA – Segadães Tavares & Associados, Lda.

O CCB ocupa atualmente uma área de 6 hectares junto ao Tejo, sendo composto por 5 módulos: Centro de Reuniões, Centro de Espetáculos, Centro de Exposições, Zona Comercial e Hotel, dos quais foram já construídos os 3 primeiros, que têm uma área de construção de 97 mil metros quadrados. Está anunciada a construção dos 2 últimos, a iniciar no início do próximo ano (2019), estando a decorrer o concurso internacional para a obra e a exploração, com o objetivo que esta estrutura adquira a autonomia financeira.

Concluída a obra em finais de 1991, foi inaugurado o complexo com a presidência portuguesa da União Europeia, em 1 de janeiro de 1992. Após o final da presidência portuguesa, beneficiou de obras de adaptação, vindo a inaugurar o CCB no equinócio da Primavera, dia mundial da árvore e dia mundial da poesia, 21 de março, no ano de 1993.

O Centro de Reuniões acolhe congressos e reuniões de qualquer natureza e dimensão, e inclui os serviços gerais de funcionamento do CCB, várias lojas, um restaurante, dois bares e duas garagens.

O Centro de Espetáculos, que forma o segundo módulo, “é o epicentro da produção e apresentação de caráter artístico e cultural do CCB. Possui três salas de diferentes dimensões equipadas para acolher diversos tipos de espetáculos, desde o cinema à ópera, do bailado ao teatro ou qualquer género musical. O Grande Auditório tem uma capacidade de 1429 lugares, o Pequeno Auditório tem uma lotação de 348 lugares e a Sala de Ensaio comporta 72 lugares.”

O Centro de Exposições é composto por quatro galerias que apresentam e produzem exposições de artes plásticas, arquitetura, design, instalações, fotografia, complementado com lojas e uma cafetaria além de um espaço destinado ao tratamento e armazenamento de peças de arte.

Desde junho de 2007, o Centro de Exposições alberga a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Museu Coleção Berardo e desde 2012 a garagem sul configura a Garagem Sul – Exposições de Arquitetura.

O CCB representou uma mudança significativa na cultura de Lisboa e do país. Os novos espaços permitem a apresentação de grandes espetáculos e exposições e trazer a Portugal grandes artistas, eventos e exposições, que de outro modo dificilmente passavam por cá – salvaguardando o importante papel da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e da Fundação de Serralves, no Porto – e, ao mesmo tempo, promover artistas e autores nacionais. Desde início o CCB criou novos públicos, interessados e dinâmicos, que aderiram de forma entusiástica, transformando cada evento num sucesso.

Grandes concertos, bailados, artistas, orquestras tiveram o CCB como palco. Muitas exposições notáveis foram visitadas e tantos fotógrafos e outros artistas contemporâneos apresentaram as suas obras nas suas galerias, nno geral acompanhadas de excelentes catálogos.  Recordo aqui os fotógrafos Sugimoto (aqui), Salgado, Gérard Castello-Lopes, Helena Almeida, Paulo Nozolino, Francesca Woodman, Manuel Alvarez-Bravo (aqui), Fernando Lemos (aqui), Lu Nan, os nomeados dos prémios BESPHOTO (desde 2004), depois Novo Banco PHOTO (desde 2015, aqui),  a Colecção BESArt (aqui), ou, a propósito de arquitetura, Victor Palla e Bento d’Almeida (aqui) ou Fernando Guerra (aqui), para citar apenas alguns que vêm à memória neste momento em que escrevo.

Aguarda-nos o CCB ali, à beira Tejo.

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