LEONOR FONSECA, KEEP IN__ / [A STUDY], 2017

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Leonor Fonseca

keep in__ / [a study]

Fotografia: Leonor Fonseca / Texto: Leonor Fonseca e Manuela Marques

Lisboa: Autor / 2017

Português / 16,5 x 24,0 cm / 106 págs.

Brochura / 33 exemplares numerados e assinados

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Este livro de Leonor Fonseca (1989) é um livro que são dois: duas capas, dois textos, dois colofons, igualmente numerados e assinados. Dois projetos que se complementam.

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Há uma linha continua que une os personagens de keep in__ , imagem após imagem. Os retratos, intimistas, de cada um dos retratados. Uma linha que envolve cada um, que continua no seguinte e no outro mais à frente ou mais atrás. Uma linha, como o viver numa mesma cidade ou num mesmo país, partilhar um mesmo local, o cruzar-se numa rua, um encontro do dia-a-dia, o viver uma amizade…

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Escreve Manuela Marques:

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A intemporalidade do retrato renascentista captado pela lente de uma câmara que segue a linha de um ornamento contemporâneo, a pele. A premissa e a imagem. No entanto sente-se a falta de assumir simplesmente a verdade deste trabalho, correndo o risco de ser elementar, o mote parte do desafio de retratar pessoas cujo a identidade é Alex despidas de adornos e usando apenas linha de costura marca “Alex”. Esgotados os Alex’s da lista de contactos e já sem linha original, continuar foi o verbo, substituindo sujeitos e complementos diretos. Retratos íntimos a comunicar o indizível. Há ainda um contorno de Almada Negreiros “(…) uma linha única e incessantemente seguida acabou por tornar inimitável o perfil de cada um. Essa linha passa agora desde o alto da testa até por baixo do queixo, e às vezes lembra a de outros, mas é intransmissível.”1
Enfim, esta espécie de Equador humano a preto&branco torna presente a união entre dois pontos, por exemplo entre A.F., A.D., C.B., A.T., A.S., M.R., V.F. … sem ordem especifica, apenas uma direção sem qualquer ligação sublime.

1 Almada de Negreiros, Nome de Guerra, Edições Europa, Lisboa, Edições Europa, 1925.

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Viro o livro.

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Os retratos sucedem-se, rostos de pele clara que, página após página vão escurecendo na sua tonalidade, de louro a moreno, a mulato, a negro. Cada imagem está identificada por uma percentagem: 5,5% cinza, 10%, 14,5%, …, 32,5%, …, 64%, …, 95,5%, 100% cinza, a percentagem de cinza da cor da pele relativamente ao branco. «somos todos diferentes, mas todos iguais». Todos são rostos, humanos, são como nós, rodeiam-nos no nosso dia-a-dia, como um fio que nos une,

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Leonor Fonseca, keep in__ / [a study], 2017

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Leonor Fonseca nasceu em 1989. Licenciada em “Arte Multimédia”, vertente de Audiovisuais, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Desenvolve trabalho como fotografa em música, teatro, dança e moda. Artisticamente “Maria Cannes” é a primeira exposição individual, no atelier dos Storytailors, em Lisboa (2013), posteriormente reposta no Arquivo Fotográfico de Lisboa (2016) com a curadoria de José Luís Neto.

Termina a Pós-Graduação em “Discursos da Fotografia Contemporânea” (FBAUL 2016), na qual realiza “coming soon”, sob a tutoria de João Tabarra, serie fotográfica inserida na exposição ‘Entre Forças: Humana Natureza’, na Carpe Diem.

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Pode conhecer melhor o trabalho de Leonor Fonseca aqui.

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