FRANCISCO AFONSO CHAVES, A IMAGEM PARADOXAL – 2

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A exposição patente no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, de 10 de fevereiro a 30 de setembro de 2017 (inicialmente até 28 de maio), integra a trilogia dedicada ao naturalista açoriano Francisco Afonso Chaves, cuja primeira exposição apresentou-se no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, de 13 de outubro de 2016 a 26 de fevereiro de 2017 – ver aqui, onde apresentámos a biografia do cientista, militar e fotógrafo -, e a que encerra este projeto, patente no Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, Açores, de 23 de março a 3 de setembro de 2017.

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Francisco Afonso Chaves nasceu nos Açores e o seu trabalho científico e fotográfico é muito pouco conhecido dos portugueses. No entanto, quer numa quer noutra vertente, Afonso Chaves foi nacional e internacionalmente reconhecido. Dedicou toda a sua vida ao estudo da natureza, em múltiplas áreas, como as ciências naturais, a vulcanologia, a sismologia e a meteorologia. Esteve na base da criação do sistema meteorológico português. Interessou-se por museus e teve um papel crucial na criação do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada. Em todas estas áreas, o papel da fotografia – principalmente a fotografia estereoscópica – foi fundamental.”

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O carácter cosmopolita e moderno da sua vida contribuem para ampliar o interesse da sua obra, … apresentando também um açoriano no centro do mundo,”

pois sendo um

homem em permanente viagem, com um amplo conhecimento da cultura visual ocidental, a sua obra fotográfica é tanto a expressão dessa errância, como o testemunho da sua paixão de conhecimento dos Açores e do mundo.”

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As três exposições abordam a singularidade do trabalho fotográfico de Afonso Chaves, executado quase exclusivamente no processo de estereoscopia, e assente numa rara interação e até fusão entre arte e ciência, combinando a curiosidade do cientista e a sensibilidade do fotógrafo.”

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As suas imagens estereoscópicas constituem um vasto álbum inédito sobre aspetos científicos, mas também revelam o fotógrafo inquieto e cativado pelos acontecimentos, pela natureza, pelo puro deleite das formas do mundo, pelos instantâneos sociais, pela fotografia de viagens ou pela natureza mágica da imagem mecânica. Apresentam, assim, um raro e criativo diálogo entre arte e ciência, e um fascínio pelo paradoxo e dualidade da imagem fotográfica entre a verdade e a sua representação, entre a representação e a sua perceção visual, entre o registo mecânico e a sua interpretação sensível.”

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A exposição patente no MUNHAC, na Sala Welwitsch, privilegia as diferentes facetas do seu trabalho como naturalista, em particular a contribuição para a meteorologia, e o modo como a fotografia se tornou inseparável das suas explorações e investigações científicas. A reputação nacional e internacional que adquiriu, bem como a extensa rede de contactos que manteve, fariam dele uma das figuras fundamentais para o conhecimento e divulgação, na área das ciências naturais, dos Açores.”

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Façamos uma visita pela exposição.

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Teodolito que pertenceu a Francisco Afonso Chaves.

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Coronel Chaves junto a teodolito na região do Pico do Vigário, 22 de fevereiro de 1918.

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Francisco Afonso Chaves no Observatório de Saint-Maur-des-Fossés, França, c. 1898.

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Francisco Afonso Chaves, Farol da Lages – Flores, visto do Norte, 22 de agosto de 1902.

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Francisco Afonso Chaves, Observatório Príncipe Alberto I do Mónaco, Horta – Faial, 23 de novembro de 1919

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Charles Richet e Francisco Afonso Chaves, Ponta Delgada – S. Miguel, 23 de maio de 1910.

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Caixas de arquivo para envio de estereoscopias, 1904, 1916 (Col. Observatório Astronómico da Ajuda, Museus da Universidade de Lisboa / MUHNAC)

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Imagens de um diaporama em 3D.

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Cachalotes na costa de Capelas – S. Miguel, c. 1890.

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Esta exposição é uma produção do MNAC-Museu do Chiado, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC-ULisboa) e do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, com o apoio da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (Belas-Artes ULisboa), do CIEBA e da FCT, com curadoria de Victor dos Reis e de Emília Tavares. Pode ser visitada, como referido, até 30 de setembro de 2017 no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa.

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Fotografias da exposição de António Bracons.

As fotografias expostas são da Coleção do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, criado por Francisco Afonso Chaves.

Citações dos textos dos curadores da exposição, nos sites dos vários Museus onde a exposição é apresentada.

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