ANTÓNIO BRACONS, PESCA, ARTE XÁVEGA, A CORDA, COSTA DA CAPARICA, 2017

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António Bracons, Pesca, Arte Xávega, A corda, Costa da Caparica, 2017

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Na Costa da Caparica, no areal, entre as praias, os pescadores vêm, o barco e os tratores. Já praticamente não há barcos de madeira, são de fibra.

O barco sai para o mar, a ponta da corda fica em terra, o laço agarrado num gancho do trator. O barco afasta-se ao largo, pouco mais de 1 Km, vai largando os 1200, 1300 m de corda. A corda dá sequência à rede, duas alas, 200 a 300 metros de extensão, 8 m de altura, ao centro, o ‘copo’, para onde o peixe é conduzido e onde fica. Mais uns 1200 m de corda, regressa o barco à praia, é puxado para o areal.

Quando se lança a rede, não se sabe o que virá, qual o peixe que passa. Pode não vir nada, pode vir a rede cheia ou apenas algum peixe.

Depois de o barco chegar, dois tratores puxam cada um a sua ponta da corda, que vai sendo enrolada à mão e colocada em braçados, de um lado, no barco, de outro, no atrelado. As cordas juntam-se no barco, em diferentes espaços: a de cada lado da rede.

Vão-se retirando os pesos de 20 Kg que, presos a espaços, permitem que a corda mantenha a sua posição.

As boias laranjas anunciam o fim da corda, a rede está próxima.

Os olhos perscrutam o mar aguardando pela rede e pelo peixe.

Este modo de pescar é a Arte Xávega. Um método ancestral, antes puxado a força de braços e a juntas de bois, tem hoje nos tratores o esforço reduzido.

No próximo post, a chegada das redes à praia.

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