ALFREDO CUNHA, TEMPO DEPOIS DO TEMPO – PORTUGAL

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Alfredo Cunha, Cascais, 1972 – Fernando Salgueiro Maia, Lisboa, 25.04.1974 – Guiné-Bissau, 1975 – S. Tomé e Príncipe, 1975 – Fátima, 1982 – Vila Verde, 1996 – Vila Verde, 1996 – Vila Verde, Rio Homem, 1996 – Vila Verde, 1996 – Vila Nova de Gaia, 2008 – Pinhão, Douro, 2009 – Lazarim, 2011 – Vila Verde, 2012 – Vila Verde, 2013 – Paredes de Coura, 2014 – Fátima – Fátima – Fátima, 2013

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Todas as fotografias são verdadeiras. Nenhuma é a verdade.”

Richard Avedon

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Alfredo Cunha (Celorico da Beira, 1953) é um dos poucos fotógrafos que registou de forma sistemática a história de Portugal das últimas 5 décadas e provavelmente o que detém o registo mais completo.

As fotografias de Alfredo Cunha atravessam os últimos 45 anos da vida portuguesa. Começou a fotografar em 1970, fotografou o dia 25 de Abril de 1974, viajou por Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, S. Tomé, Timor-Leste e Cabo Verde, fotografou a descolonização portuguesa, o incêndio do Chiado, regista a vida política, religiosa e cultural, urbana e rural de Portugal.

Fotografa as personalidades, mas também as pessoas comuns. No trabalho, no dia-a-dia, mas também no lazer e nas festas.

Alfredo Cunha entusiasma-se pelas pessoas, a vida quotidiana, os momentos de alegria e de festa, mas também a denúncia e, sobretudo, o testemunho.

A fotografia de Alfredo Cunha é, além de tudo o mais, um testemunho do nosso tempo.

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Cartaz da exposição, reproduz a fotografia “S. Tomé e Príncipe, 1975″

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Na exposição “Tempo depois do tempo” que se apresentou no Forum da Maia de 4 de junho a 28 de agosto de 2016 e que se mostra na Cordoaria Nacional, em Lisboa, de 4 de março até 25 de abril de 2017, 480 fotografias mostram Portugal desde o início da década de 1970 e o mundo.

A fotografia é exatamente isso: tempo (que fica) depois do tempo.

No piso térreo, à entrada, paralelamente aos seus livros, uma entrevista a Luíz Carvalho, ao seu programa “Fotobox”. Logo após as imagens de 1972 e 1973, o “25 de abril de 1974” seguido da “Descolonização”. Seguem-se os anos 70, 80, 90, 2000 e 2010 a 2017. Portugal através deste tempo, urbano e rural, o seu Minho, a religiosidade, seja em Fátima, o seu último livro, ou Braga…

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António Bracons, Aspetos da exposição, 2017

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Alfredo Cunha nasceu em 1953 em Celorico da Beira. Começou sua carreira profissional em 1970 e como fotojornalista em 1971, no jornal Notícias da Amadora. Trabalhou no jornal O Século e n’O Século Ilustrado (1972), na Agência Noticiosa Portuguesa (ANOP) (1977) e nas agências de notícias Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). Foi fotógrafo e editor-chefe no jornal Público (1989 a 1997), quando se juntou ao grupo Edipresse como fotógrafo-chefe e em 2000 muda para a revista Focus. Foi o fotógrafo e editor-chefe do Jornal de Notícias (2003 a 2009) e diretor fotográfico da Global Imagens (2010 a 2012). Atualmente trabalha como freelancer e desenvolve diversos projetos editoriais.

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Nos próximos dias, apresentarei o Mundo, Vultos Portugueses e Fotógrafos pelos olhos de Alfredo Cunha.

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No Fascínio da Fotografia pode ver o 25 de Abril de 1974 de Alfredo Cunha aqui, e o livro “Os Rapazes dos Tanques”, 2014, aqui , bem como os livros “O Grande Incêndio do Chiado 1988”, 2013 aqui e “Naquele Tempo”, 1995 aqui.

Pode ver o programa Fotobox, de Luís Carvalho, dedicado a Alfredo Cunha por ocasião desta exposição aqui.

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