BESART COLECÇÃO BANCO ESPÍRITO SANTO, O PRESENTE: UMA DIMENSÃO INFINITA, 2008

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AAVV

BESart Colecção Banco Espírito Santo. O Presente: Uma Dimensão Infinita

Fotografia: de 176 autores, portugueses: Adelina Lopes, Adriana Molder, Albano da Silva Pereira, Ana Luísa Ribeiro, Ana Vieira, André Cepeda, André Príncipe, António Júlio Duarte, António Ole, Augusto Alves da Silva, Augusto Brázio, Carla Cabanas, Carlos Lobo, Catarina Botelho, Cecília Costa, Cláudia Fischer, Daniel Blaufuks, Daniel Malhão, Duarte Amaral Netto, Edgar Martins, Eurico Lino do Vale, Filipa César, Gabriela Albergaria, Gérard Castello-Lopes, Graça Sarsfield, Helena Almeida, Júlia Ventura, Joana Pimentel, João Louro, João Marchante, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, João Paulo Feliciano, João Paulo Serafim, João Penalva, João Seguro, João Tabarra, João Vilhena, Jorge Guerra, Jorge Molder, José Luís Neto, José Maçãs de Carvalho, José Manuel Rodrigues, Julião Sarmento, Luís Espinheira, Luís Palma, Margarida Gouveia, Miguel Soares, Nuno Cera, Nuno Maya, Paulo Catrica, Paulo Nozolino, Pedro Barateiro, Pedro Cabrita Reis, Pedro Letria, Pedro Tudela, Ramiro Guerreiro, Rita Barros, Rita Magalhães, Rita Sobral Campos, Rui Calçada Bastos, Samuel Rama, Susana Mendes Silva, Susanne S. D. Themlitz, Valter Vinagre, Vasco Araújo, Vítor Pomar  / Textos: María de Corrall e Lorena Martinez de Corrall (comissárias), José Berardo, Ricardo Salgado e Alexandra Fonseca Pinho (institucional), sobre os fotógrafos: Lígia Afonso, Jean-François Chougnet, Nuno Crespo, Luísa Costa Dias, Luísa Especial, Maria do Mar Fazenda, Sandra Vieira Jurgens, Bruno Marchand, José Marmeleira, Lúcia Marques, Leonor Nazaré, Joana Neves, Ricardo Nicolau, Françoise Paviot, Ana Teixeira Pinto, David Santos, Delfim Sardo, Maria do Carmo Serén.

Lisboa: Museu Coleção Berardo / 2008

Português / 21,5 x 27,2 cm / 432 págs

Cartonado / 2.500 ex.

ISBN: 9789899541689

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Edição em inglês:

BESart Banco Espírito Santo Collection: The Present: an infinite dimension

(Igual à edição em português)

ISBN: 9789898239013

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P1180403b

 

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A fotografia é um meio capaz de transformar imediatamente numa imagem o ato de ver o que vemos. Está presente em todos os lugares do universo. Desempenha um papel educativo em todas as sociedades e em qualquer área das nossas vidas, seja no contexto privado, público, íntimo, laboral ou comercial. A fotografia revela o desejo e a paixão, a fantasia e o poder, a crítica e a violência, a nostalgia e a realidade: é, sem dúvida, um imenso arquivo da vida.»

María de Corrall e Lorena Martinez de Corrall, pág. 14

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O BES – Banco Espírito Santo iniciou a sua coleção de fotografia, colecção BESart, atual Coleção de Fotografia Contemporânea do NOVO BANCO, em 2004, “com a aquisição de uma caixa de luz de Jeff Wall, um auto-retrato de Cindy Sherman, uma vista de Shanghai de Thomas Struth e uma biblioteca de Candida Höffer, obras que se consideraram marcantes para definir o enquadramento da coleção que se ia iniciar”, refere-se no site do Novo Banco, na página da coleção.

“A maioria de trabalhos foi feita após o ano 2000, uma vez que esta Coleção pretende ser contemporânea, acompanhando os trabalhos dos artistas no presente”, com especial foco na fotografia portuguesa. Posteriormente, procurou-se aprofundar o corpo de autores portugueses, construindo o seu percurso mesmo para anos anteriores àquela data.

Atualmente a coleção conta com mais de 1000 fotografias de mais de 280 artistas, de 38 nacionalidades e é uma das 80 principais coleções de arte corporativas, segundo o estudo “Global Corporate Collections”, publicado pela editora alemã Deutsche Standards Editionen.

A Coleção de Fotografia Contemporânea do BES, entretanto NOVO BANCO, é membro fundador da IACCCA – International Association of Corporate Collections of Contemporary Art e foi a única selecionada em Portugal para os “Corporate Art Awards 2016”.

Em 2008, com apenas 4 anos de existência reunia 451 obras de 176 artistas, dos quais 69 portugueses.

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Referem María de Corrall e Lorena Martinez de Corrall, comissárias da exposição, em “O Presente: uma dimensão infinita”, pág. 14-15:

A exposição O Presente: Uma Dimensão Infinita é um extenso relato que parte da coleção de fotografia que o Banco Espírito Santo reuniu ao longo dos últimos quatro anos, com mais de quatrocentas e cinquenta obras de cento e setenta e seis artistas, portugueses e estrangeiros, alguns de grande prestígio e outros jovens valores. Esta coleção de imagens fotográficas, que apresenta grande diversidade, permite-nos conhecer em primeira mão as transformações e avanços produzidos na arte contemporânea dos últimos vinte anos.

Colecionar é mostrar uma visão particular de um tempo e uma coleção deve aceitar que a arte é o resultado de um contexto criativo, social e histórico. Esta exposição surge do desejo do Banco Espírito Santo de partilhar com um amplo espetro de público a necessidade de contar, através das obras de arte, o presente, e imaginar um hipotético futuro, oferecendo igualmente um panorama do mundo, que apenas os artistas nos podem dar. Através desta coleção acedemos a uma pluralidade de olhares que nos convidam a refletir sobre a nossa realidade, estimulados por obras que remetem tanto para as marcas do passado, como para diversos aspetos culturais, sociais, económicos e políticos da nossa atualidade.
A coleção BESart inclui obras sobre temas como a subjetividade da fotografia, o regresso ao realismo e a relação entre a fotografia teórica e a estética geral. Na arte contemporânea, a fotografia transformou-se em algo tecnicamente menos pragmático e poeticamente mais criativo, o que significa que é mais um processo do que um meio.

Em termos históricos, a fotografia foi um documento tradicionalmente associado à retórica de uma linguagem emocional que chegou a regular a perceção e evolução das imagens documentais, mas, hoje em dia, existem milhares de códigos para interpretar a fotografia e as suas múltiplas leituras. Até aos anos oitenta do século XX a fotografia praticamente não era aceite como arte, até que o pós-modernismo impôs o tema e mostrou como o fotográfico (enquanto representação da realidade, infinitamente dispersa) é o meio através do qual vemos tudo.

A exposição O Presente: Uma Dimensõo Infinita, a partir da coleção BESart – Coleção Banco Espírito Santo, é uma seleção de obras unidas por um subtil fio condutor, que procura dar uma visão sintetizada das características mais significativas que distinguiram este processo artístico das últimas décadas e assim compreender os diversos comportamentos que implicaram um compromisso com a contemporaneidade. Num primeiro olhar, poderia dizer-se que a ênfase está posta na sua diversidade, mais do que numa unidade formal ou temática. Apesar desta consideração, existem muitas relações de diferentes tipos que unem os trabalhos expostos, criando códigos que ecoam ao longo de toda a exposição.

De qualquer forma, reconhecemos que não é tarefa fácil penetrar neste extravasar dos limites que é a arte atual e por isso esta exposição apresenta-se também como uma espécie de relato. Um relato que transcorre ao longo de um conjunto de âmbitos ou secções, que vinculam as propostas de diversas gerações de artistas portugueses e estrangeiros. A divisão não pretende em absoluto classificar ou categorizar, mas apenas dar maior fluidez e clareza ao percurso. Cada uma das oito secções gira à volta de certos traços, obsessões ou ideias comuns, estranhas afinidades ou encontros peculiares, independentemente da geografia e do enquadramento temporal. As propostas que se apresentam, caraterizadas pela sua natureza diversa, evidenciam a pluralidade de possibilidades que convivem no meio fotográfico contemporâneo.

A ideia na base da seleção das obras e da sua exposição em secções temáticas – Naturezas: Universos Privados; Retratos; Narrações, Ficções e Realidades; Sociedade e Vida Urbana; Conceitos, Ideias e Críticas; Espaços, Lugares, Objectos; e Arquitecturas – é mostrar ao público a fotografia como um meio fascinante e repleto de múltiplas facetas e realçar a diversidade e profundidade do pensamento artístico no campo da fotografia.”

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BESart Colecção Banco Espírito Santo. O Presente: Uma Dimensão Infinita, 2008

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Este livro foi realizado por ocasião da exposição que esteve presente no Museu Berardo, em Lisboa, de 24 de novembro de 2008 a 25 de janeiro de 2009: “O Presente: Uma Dimensão Infinita”, apresenta as obras da Coleção àquela data. Além dos textos institucionais e de um texto de introdução, das comissárias, apresentam-se os vários fotógrafos representados, com um texto sobre cada um, referência a uma bibliografia selecionada e reprodução de algumas fotografias da coleção; no final, a coleção é reproduzida, por autor, com reprodução reduzida das peças em índice e fichas técnicas, bem como a biografia dos autores dos textos.

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António Bracons, Aspetos da exposição, 2009

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O Lone Star adquiriu em 31 de março de 2017, 75% do Novo Banco, ex-Banco Espírito Santo, antigo Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, ficando 25% na posse do Estado Português.

No âmbito desta transação, sobre a Coleção de Fotografia Contemporânea nada se ouviu comentar. No conjunto total do banco, é algo de menor valor. Como coleção, é importante, o seu valor é sem dúvida elevado. Trazendo à memória a questão recente da coleção de desenhos de Miró, não tenho dúvidas que esta, de Fotografia, terá um valor muito superior.

Em fevereiro de 2018 foi comunicado que a Coleção ficaria em Portugal, em Coimbra, no Convento de S. Francisco.

Atualmente a Coleção inclui mais de 1000 trabalhos de 308 artistas de 38 nacionalidades. Foi distinguida pelo “International Corporate Art Awards” como “uma das melhores Coleções Corporativas do Mundo” em 2014 e 2015 e é candidata em 2018 (votar aqui).

Será bom que esta Coleção continue a crescer e permaneça em Portugal.

Atualizado em 2018.08.31.

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