NEAL SLAVIN, PORTUGAL 1968, 1990

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Neal Slavin

Portugal 1968

Fotografia: Neal Slavin / Texto: António Sena, Mary McCarthy

Porto: Fundação de Serralves / outubro . 1990

Português e Inglês / 20,7 x 23,5 cm / não paginado

Brochura / 1.000 ex. dos quais 100 assinados pelo autor

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António Sena, criador da galeria “Ether – vale tudo menos tirar olhos”, queria mostrar o trabalho feito por Neal Slavin em Portugal, em 1968, que na ocasião passara completamente despercebido, e que dera origem ao livro Portugal, New York: Lustrum Press, 1971.

A ocasião acontece no âmbito da Fotoporto – Bienal de Fotografia,que teve apenas esta edição, em 1990.

Jorge Calado, professor e crítico de fotografia (e ópera) do jornal Expresso, encarregado em 1988 de constituir a Colecção Pública de Fotografia, escreve em 1989 a Neal Slavin, se estaria interessado em vender as suas fotografias sobre Portugal para integrarem aquela coleção.

Fiquei muito honrado. Disse-lhes: ‘digam-me quantas querem comprar e eu dou-vos mais do que aquelas que pedirem’.” E assim foi: “Acho que queriam comprar umas 50 e dei as restantes. Eram todas impressões vintage, mas achei que Portugal devia tê-las.”,

diria Slavin a Sérgio B. Gomes (Ypsilon, Público, 21.10.2016). E é assim que “no fim dos anos 1980, cerca de 250 provas são depositadas no ministério português da Cultura”, diria Slavin ao L’Oeil de la Photographie (2016.09.20)

Quarenta e cinco destas fotografias são selecionadas por Slavin e António Sena para integrarem a exposição PORTUGAL 1968, na maior parte imagens inéditas, não integravam o livro de 1971. A exposição teve lugar na Fundação de Serralves, no Porto, de 8 de novembro a 9 de dezembro de 1990.

Este livro é o catálogo dessa exposição e inclui, além da reprodução das imagens expostas, em posfácio, o texto de Mary McCarthy “Letter from Portugal”, “Carta de Portugal”, publicado em 1971 no livro Portugal de Slavin, ao que se julga pela primeira vez traduzido para português Este texto foi retirado da obra On the contrary, de McCarthy, 1955, 1961, ed. Farrar, Staus & Giroux.

Também neste livro é o retrato que predomina, mesmo alguma paisagem não deixa de ser habitada, a presença do homem – ou a sua imagem – está sempre presente.

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Neal Slavin, Portugal 1968, 1990

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Sobre o livro de Neal Slavin, Portugal, New York: Lustrum Press, 1971, no Fascínio da Fotografia, ver aqui.

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Entrevista de Neal Slavin a Sérgio B. Gomes, no suplemento Ypsilon, do Público (16.10.2016), aqui e no L’Oeil de la Photographie (20.09.2016), aqui.

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