ANA PÉREZ-QUIROGA, BREVIÁRIO DO QUOTIDIANO #8 – OS REGIMES ACUMULATIVOS DOS OBJETOS E AS SUAS DETERMINANTES, 2016

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Ana Pérez-Quiroga

Breviário do quotidiano #8 – Os regimes acumulativos dos objetos e as suas determinantes

Fotografia: Ana Pérez-Quiroga / Texto: Luísa Santos, Ana Pérez-Quiroga

Lisboa: Autor / 2016

Português e inglês / 14,6 x 21,0 cm / 32págs.

Cozido a linha artesanalmente, capa clara, rosto com a planta do apartamento onde reside impresso a ouro e selo branco da autora no canto inferior direito, verso da capa: dois carimbos da autora, verso da contracapa, número do exemplar a numerador, assinado pela autora e datado “Lisboa, 2016”, folhas azuis impressas a preto / 260  ex. numerados

ISBN: 9789899950528

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Ana Perez-Quiroga-BrevQuotidiano-8 (1)

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Ana Pérez-Quiroga (Coimbra, 1960), reside em Lisboa. Sobre o projeto, refere:

Breviário do Quotidiano #8 Os regimes acumulativos dos objetos e as suas determinantes é uma obra de arte, mais concretamente uma instalação-arte interactiva que pressupõe a participação do visitante.

Este projeto surge no seguimento de todo o meu trabalho de instalação e reflexão em torno de objetos do quotidiano que se desenvolve com enfoque na casa/habitat do artista enquanto instalação artística.

Eu, enquanto artista, apresento a minha casa como um espaço de criação artística no contexto da vida quotidiana, que impõe um uso, que solicita ao visitante a sua participação activa. É no seu uso que este projecto artístico se completa; no uso por parte do visitante que dá vida ao projecto.

A construção da minha casa enquanto instalação artística é efectuada pelo uso dos meus conhecimentos e sensibilidades artísticas, num espaço de arte total, numa fusão entre arte e vida onde ocorrem inúmeras operações que utilizam técnicas e estéticas artísticas identificadas a partir de Readymade, Assemblage, Performance, que fazem parte da minha linguagem artística que caracterizam a arte Pós-Moderna.

O uso dos objectos quotidianos fazem parte dessa linguagem, que foi explorada em busca de uma arte total, relação arte e vida, que procuro concretizar ao manter o uso quotidiano dos objetos e da casa no seu espaço, não transportados para um museu e sem a sua função. Assim é uma instalação-arte que pretende que os visitantes venham viver nela, com ela e por ela, seja alugando o espaço por alguns dias seja participando num jantar neste espaço, interagindo com a obra de arte como parte da obra de arte. Assim a obra total acontece apenas com esta interacção, com o visitante enquanto parte da obra, actuando nela.

(…) A dimensão da relevância dos objectos na nossa vida, como eles determinam a nossa relação com o mundo e o modo como a escolha de objectos demonstra a nossa identidade própria é aqui salientada numa exploração do regime de acumulação, como uma catalogação da vida e demonstração da nossa identidade. Essa catalogação foi operada pela documentação fotográfica e de inventário de todos os objectos constantes de Breviário do quotidiano #8, enquanto catalogação da minha vida enquanto artista, estando as fotografias disponíveis para aquisição.”

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Pérez-Quiroga apresenta neste fanzine 21 objetos que recheiam a sua casa, num inventário efetuado com base na fotografia: cada ficha é composta por uma fotografia do objeto e um conjunto de informações sobre o mesmo: identificação, o preço de venda ou “Não comercializável”, categoria, localização (na casa), descrição, unidades (existentes).

Os objetos estão agrupados por natureza: arte, livros, CDs e DVDs, estacionário, bric-à-brac, confecionar / servir, jardim, mobiliário, têxteis, vestuário, etc, por vezes com subdivisões.

Estamos pois perante mais que um inventário de um recheio, dos objetos / coisas que fazem parte da vida da Artista, quer sejam objetos utilitários, de lazer, afetivos ou outros, mas também reconhecemos neles objetos que fazem parte da nossa vida, da vida de cada um, da minha vida.

É pois, o registo de um tempo, de uma época.

Com o presente e com o passado, da história, das memórias, de momentos, do que toca.

Abre um horizonte sobre a infinitude e a limititude das coisas que nos rodeiam, das coisas que temos em casa, das coisas que são importantes ou somente utilitárias, das coisas que precisamos para viver ou que, em absoluto, não precisando, são importantes para a nossa vida, para a vida de cada um.

Sendo diferentes para cada um, aqueles são os objetos importantes para a Ana Pérez-Quiroga.

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Ana Pérez-Quiroga, Breviário do quotidiano #8 – Os regimes acumulativos dos objetos e as suas determinantes, 2016

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Este fanzine foi editado por ocasião da exposição que apresentou no Arquivo Municipal de Lisboa – Fotográfico, na Rua da Palma, 246, em Lisboa, de 23.03 a 28.05.2016.

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Convite

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Folha de sala (rosto)

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Este registo, quase ficheiro, de objetos do quotidiano, enquanto levantamento, adquire particular expressão nesta exposição: Pérez-Quiroga apresenta 1338 fichas das 1516 que atualmente compõem o projeto, correspondendo a outros tantos objetos (ou conjuntos de objetos), organizados pela sua natureza.

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António Bracons, aspetos da exposição, 2016

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Pérez-Quiroga tem o projeto aberto ao público:

O acesso ao projecto ocorre em três modalidades: o aluguer do imóvel, a participação num jantar e o acesso ao site.”

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Para ver mais, aqui.

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