CASA DOS PATUDOS, ALPIARÇA, 2014 – 1

 

 

 

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Em Alpiarça, a Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça – é uma joia preciosa situada em pleno Ribatejo.

Fabulosa a casa, a envolvente ampla e espaçosa, depois da recente intervenção de remodelação, e a magnífica coleção reunida por José Relvas (Golegã, 05.03.1858 – Alpiarça, 31.10.1929).

José de Mascarenhas Relvas, filho de proprietários rurais, irmão do fotógrafo Carlos Relvas (1838-1894), “frequentou a Universidade de Coimbra entre 1875 e 1877, mas foi em Lisboa que veio a concluir o Curso Superior de Letras em 1880, com uma tese sobre direito feudal.”

Casou em 1882, com Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes e tiveram três filhos, mas nenhum dos quais sobreviveu aos progenitores.

José Relvas foi lavrador, político, diplomata, estadista, colecionador de arte e músico amador, foi ele que, a 5 de outubro de 1910, proclamou a República da varanda do edifício da Câmara Municipal de Lisboa. Foi Ministro das Finanças no Governo Provisório da República, entre 1910 e 1911, instaurou o escudo como moeda em Portugal, foi embaixador de Portugal em Madrid e destacou-se como Chefe de Governo e Ministro do Interior (1919).

Por haver muitos patos, a propriedade da família era conhecida por “Patudos” e foi esta que escolheu para, nos primeiros anos do séc. XX, construir a sua casa. O projeto foi o primeiro do arquiteto Raul Lino, feito em 1904; construída no ano seguinte. Foi residência da família até à morte do seu fundador, em 1929.

O espaço é amplo, como a casa e a vista sobre a lezíria.