MACAU, 1999 (2)

 

O Oriente é diferente do Ocidente. O sítio onde o sol nasce é diferente daquele onde se põe. Embora, no contínuo girar da terra, o sol nasce, eleva-se e põe-se continuamente ao longo do globo, ao longo dos dias.

Recordo-me que, na partida para o território, havia um fascínio pelo que iria encontrar. Encontrei essa diferença nas pessoas, na sua forma de estar, de viver, nos seus espaços próprios: os jardins, os templos, no próprio ambiente, quente e húmido, nos cheiros, no dia-a-dia de uma cidade diferente. Perceber também uma diferença na escrita: feita de símbolos, de conceitos, que se relacionam formando novos carateres, não por letras que se juntam em palavras mais ou menos extensas.

Este território pequenino a que chegámos em 1553, foi cedido pelo imperador Kio Tsing a Portugal, em 1557, em reconhecimento dos portugueses terem combatido, entre 1555 e 1557, os piratas que infestavam as costas da China, tornando-a segura para todos os que aí navegavam.

Macau consolidou-se como o centro do monopólio comercial português entre a China e o Japão, e entre estes países e Portugal, sendo o centro nevrálgico das rotas comerciais na Ásia. A sua importância cresceu de tal forma que, em 1578 tinha já 10.0000 habitantes, 200 casas portuguesas e cinco igrejas, em 23.1.1575, foi elevado à categoria de diocese e, em 1583, foi elevado a cidade: a Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, a que D. José I deu o título de “Não Há Outra Mais Leal”, por ter sempre a bandeira portuguesa hasteada, mesmo nos 60 anos que durou o domínio espanhol em Portugal, até que foi Restaurada a Independência, no primeiro de dezembro de 1640.

Mais de 440 anos depois da chegada, em 1999, a escassos meses da transição para a Administração chinesa, visitei Macau, composto aina pelas ilhas de Taipa e Coloane, hoje unidas. A imagem do Oriente funde-se com o Ocidente, nas vias amplas que são ligação, nos aterros que ampliam a área do território, nas construções novas a uma escala maior: o simbólico Centro Cultural, o edifício dos Tribunais Superiores, o Aeroporto…

O novo a par do histórico e do tradicional.

 

Centro Cultural de Macau, 1999

Centro Cultural de Macau, 1999

Centro Cultural de Macau, 1999

Centro Cultural de Macau, 1999

Centro Cultural de Macau e Ponte da Amizade, 1999

Centro Cultural de Macau e Ponte da Amizade, 1999

Centro Cultural de Macau, 1999

Centro Cultural de Macau, 1999

Centro Cultural de Macau, 1999

Centro Cultural de Macau, 1999

Passeio, 1999

Passeio, 1999

Edifício do B. N. U., 1999

Edifício do B. N. U., 1999

Lago Nam Vam, 1999

Lago Nam Vam, 1999

Porto Exterior, 1999

Porto Exterior, 1999

Edifício dos Tribunais Superiores, 1999

Edifício dos Tribunais Superiores, 1999

Edifício dos Tribunais Superiores, 1999

Edifício dos Tribunais Superiores, 1999

Edifício dos Tribunais Superiores, 1999

Edifício dos Tribunais Superiores, 1999

Fortaleza do Monte, 1999

Fortaleza do Monte, 1999

Fortaleza do Monte, 1999

Fortaleza do Monte, 1999

Aguardando..., 1999

Aguardando…, 1999

Cemitério Chinês da Taipa, 1999

Cemitério Chinês da Taipa, 1999

Templo de A-Ma, 1999

Templo de A-Ma, 1999

Templo de A-Ma, 1999

Templo de A-Ma, 1999

Transporte, 1999

Transporte, 1999

Loja de sedas, 1999

Loja de sedas, 1999

Praça Tap Seac, 1999

Praça Tap Seac, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Jardim de Lou Lim Ieoc, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Templo de Kun Iam Tong, 1999

Auto-retrato, 1999

Auto-retrato, 1999

Aeroporto Internacional de Macau, 1999

Aeroporto Internacional de Macau, 1999